Powered by OpenAIRE graph
Found an issue? Give us feedback
image/svg+xml art designer at PLoS, modified by Wikipedia users Nina, Beao, JakobVoss, and AnonMoos Open Access logo, converted into svg, designed by PLoS. This version with transparent background. http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Open_Access_logo_PLoS_white.svg art designer at PLoS, modified by Wikipedia users Nina, Beao, JakobVoss, and AnonMoos http://www.plos.org/ ZENODOarrow_drop_down
image/svg+xml art designer at PLoS, modified by Wikipedia users Nina, Beao, JakobVoss, and AnonMoos Open Access logo, converted into svg, designed by PLoS. This version with transparent background. http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Open_Access_logo_PLoS_white.svg art designer at PLoS, modified by Wikipedia users Nina, Beao, JakobVoss, and AnonMoos http://www.plos.org/
ZENODO
Other literature type . 2025
License: CC BY
Data sources: ZENODO
ZENODO
Other literature type . 2025
License: CC BY
Data sources: Datacite
ZENODO
Other literature type . 2025
License: CC BY
Data sources: Datacite
versions View all 2 versions
addClaim

Minerais estratégicos em jogo: o interesse dos EUA no subsolo brasileiro

Authors: Stacciarini, João Henrique Santana; Gonçalves, Ricardo Junior de Assis Fernandes;

Minerais estratégicos em jogo: o interesse dos EUA no subsolo brasileiro

Abstract

A recente decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, acompanhada por sinais explícitos de interesse no subsolo nacional, evidencia a utilização dos minerais críticos como moeda de negociação e insere o Brasil na disputa geoeconômica por esses recursos, especialmente na rivalidade entre China e EUA. Definidos pela Agência Internacional para as Energias Renováveis como insumos de produção concentrada, de difícil extração ou provenientes de reservas em declínio, minerais como cobalto, níquel, cobre, lítio e terras raras são essenciais tanto para a transição energética quanto para tecnologias de ponta, incluindo inteligência artificial, sistemas de defesa, semicondutores e infraestrutura digital. Entre 2013 e 2022, a energia solar e a eólica receberam investimentos superiores a US$ 2,9 trilhões, ampliando a demanda mineral, dado que turbinas eólicas e veículos elétricos requerem múltiplas vezes mais insumos do que suas alternativas tradicionais. Paralelamente, o avanço da inteligência artificial intensifica a pressão sobre as cadeias de suprimento, uma vez que, embora associada ao ambiente digital, a IA depende de infraestrutura física massiva — composta por data centers, cabos de fibra óptica e sistemas de refrigeração — construída a partir de minerais estratégicos, em grande parte extraídos do Sul Global. Nesse contexto, a supremacia chinesa se destaca: além de liderar a geração de energia renovável, o país controla cadeias produtivas de minerais críticos, respondendo por cerca de 68% da produção mundial de terras raras em 2023. Essa concentração tem levado os Estados Unidos a firmar acordos bilaterais e a mobilizar instrumentos comerciais e diplomáticos, incluindo negociações com a Ucrânia e até condicionantes frente à China. Estudos recentes indicam que o Brasil pode deter a segunda maior reserva mundial de terras raras, reforçando seu papel estratégico nesse tabuleiro. Entretanto, abundância não se traduz automaticamente em soberania: caberia ao país restringir-se à condição de fornecedor passivo de matérias-primas ou buscar uma posição ativa na geopolítica mineral, agregando valor e condicionando acordos a contrapartidas tecnológicas, ambientais e sociais?

Keywords

Terras raras, Sul Global, Geopolítica, Transição energética, Brasil, Inteligência artificial, Minerais críticos

  • BIP!
    Impact byBIP!
    selected citations
    These citations are derived from selected sources.
    This is an alternative to the "Influence" indicator, which also reflects the overall/total impact of an article in the research community at large, based on the underlying citation network (diachronically).
    0
    popularity
    This indicator reflects the "current" impact/attention (the "hype") of an article in the research community at large, based on the underlying citation network.
    Average
    influence
    This indicator reflects the overall/total impact of an article in the research community at large, based on the underlying citation network (diachronically).
    Average
    impulse
    This indicator reflects the initial momentum of an article directly after its publication, based on the underlying citation network.
    Average
Powered by OpenAIRE graph
Found an issue? Give us feedback
selected citations
These citations are derived from selected sources.
This is an alternative to the "Influence" indicator, which also reflects the overall/total impact of an article in the research community at large, based on the underlying citation network (diachronically).
BIP!Citations provided by BIP!
popularity
This indicator reflects the "current" impact/attention (the "hype") of an article in the research community at large, based on the underlying citation network.
BIP!Popularity provided by BIP!
influence
This indicator reflects the overall/total impact of an article in the research community at large, based on the underlying citation network (diachronically).
BIP!Influence provided by BIP!
impulse
This indicator reflects the initial momentum of an article directly after its publication, based on the underlying citation network.
BIP!Impulse provided by BIP!
0
Average
Average
Average
Green