
Dando continuidade à retomada do longevo seminário discente do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS-UERJ), este é o segundo caderno de resumos do evento, realizado em parceria dos discentes com o Centro de Estudos e Pesquisa em Saúde Coletiva (CEPESC). Aqui reunimos a programação acadêmica e científica da décima terceira edição, que buscava abrir caminhos para refletir sobre as próximas cinco décadas. Desde sua fundação, em 1974, o IMS-UERJ protagonizou importantes de-formações de mestres e doutores da Saúde Coletiva para o Brasil e para o mundo. Agora, 50 anos depois, apoiados em Krenak, questionamos: qual é a Saúde Coletiva que estamos empacotando para deixar às gerações futuras? Vivemos entre abismos sociais, políticos, econômicos e ambientais, tanto recentes quanto antigos: os desastres ambientais – no Rio Grande do Sul, no Pantanal, no Território Yanomami; os desastres políticos, como as guerras às drogas no Rio de Janeiro, ou ainda as guerras na República Democrática do Congo, Ucrânia, Rússia, Palestina, Israel, Síria; e os desastres sanitários, como a pandemia da covid-19. Mas como podemos nos inspirar em Davi Kopenawa Yanomami para também usar a palavra como flecha? Ao criar ideias e estabelecer ideais para suspender o céu e ampliar nossos horizontes, acionamos a inventividade em busca de novos modos de viver a vida, de estar no mundo e na Saúde Coletiva. A décima terceira edição do evento ocorreu nos dias 22, 23 e 24 de outubro de 2024 e recebeu cerca de 300 pessoas, entre mesas-redondas, oficinas, rodas de conversa e atividades culturais. Contamos com mais de 30 expositores, além dos espaços de debates nos coletivos temáticos (CTs), espaços de discussão sobre pesquisas concluídas e em andamento de diferentes instituições. Foram dias intensos, com corredores movimentados, que mobilizaram discentes, professores e técnicos-administrativos. Em celebração das cinco décadas de fundação do IMS-UERJ, apostamos nas reflexões sobre a história do instituto, a partir de seu passado, presente e futuro com o ensejo de empacotar uma Saúde Coletiva diferente, mais inclusiva e atenta para as próximas gerações. Entre as definições estabelecidas e reproduzidas do normal e do patológico, do familiar e do estranho, que a estranheza e a diferença abram caminhos para o futuro do nosso instituto e da nossa Saúde Coletiva.
Democracia, Saúde Ambiental, Interseccionalidade, Saúde Coletiva, Violência, Minorias Sexuais e de Gênero
Democracia, Saúde Ambiental, Interseccionalidade, Saúde Coletiva, Violência, Minorias Sexuais e de Gênero
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