
O presente artigo discute o conceito de transferência dentro das diferentes clínicas psicanalíticas, como a do adulto, da criança e do bebê e analisa a possibilidade de haver transferência na especificidade da clínica com bebês e crianças pequenas em risco de autismo. A peculiaridade da transferência, nesta clínica se faz justamente na antecipação, por parte do analista, ao acreditar que naquele bebê possa haver um sujeito, mesmo que na condição autística. O analista atua justamente no laço entre a cuidadora e o bebê, e a possibilidade de transferência seria estabelecida tanto com os cuidadores quanto com o próprio bebê ou criança pequena em risco de autismo. Para tanto, recorre-se aos referenciais da epistemologia da psicanálise afim de se levantar uma estratégia para a leitura dos textos psicanalíticos que vá além do que já foi previamente estabelecido no campo destes estudos. Os textos clássicos de Freud foram utilizados como instrumentos desta pesquisa, da mesma maneira que pesquisas feitas por Ângela Vorcaro, Inês Catão, Marie Christine Laznik e Jean-Michel Vivès, dentre outros autores.
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