
O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é um letavírus que compromete o sistema imunológico a partir do processo de deterioração dos linfócitos T (LT) CD4+ (Pinto et al., 2021). Já a terminologia Síndrome da Imunodeficiência Humana (Aids) constitui-se de uma fase que perpassa pelo surgimento de manifestações clínicas de imunodeficiência avançada, com infecções oportunistas, neoplasias ou com a ocorrência de uma ou várias infecções oportunistas ao mesmo tempo (Brasil, 2018). No Brasil, a prevalência de infecções pelo HIV segue a dinâmica de indivíduos do gênero masculino, jovens com idades de 20 a 34 anos, negros e com baixa renda social (Brasil, 2020). Com isso, a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) para combater a epidemia do vírus é uma das grandes realizações do sistema, sendo base para o acesso ao tratamento gratuito, com qualidade e foco na construção técnica, política e social de intervenções concretas de enfrentamento dessa doença (Agostini et al., 2019). A partir disso, os avanços tecnológicos e científicos permitiram que Pessoas Vivendo com HIV/Aids (PVHA) aumentassem sua expectativa e qualidade de vida (Almeida et al., 2021). Ademais, os avanços na gestão do cuidado perpassam os ambulatórios de infectologia e o diagnóstico realizados em Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), sendo a Atenção Primária à Saúde (APS) local possível para a descentralização das ações e aumento ao acesso à prevenção e tratamento (Damião et al., 2022). A APS possui característica, por meio do cuidado primário, de maximizar o potencial resolutivo dos serviços, pela promoção e prevenção, funcionando como porta de entrada do usuário e atuando, de forma ampliada, sobre os problemas de saúde (Martins; Carbonai, 2021). Como pontuado, a descentralização busca garantir o acesso aos serviços, sobretudo em situações de maior desfavorecimento, para isso, é imprescindível proceder a um reconhecimento de aportes teóricos interdisciplinares sobre território e saúde (Souza; Gomes; Zanetti, 2021). A gestão tem papel fundamental no planejamento de ações na comunidade, sendo que dentro da atenção primária, visa promover mudanças dos processos de trabalho e na produção do cuidado em saúde (Pires et al., 2019). A partir de planejamento estratégico, com a formulação de protocolos, fluxos e processos de trabalho, é possível aperfeiçoar o cuidado em saúde para indivíduos, como as PVHA, e planificar os processos de organização e gerenciamento dos serviços de saúde (Teles et al., 2020).
UFPA, SAÚDE, PEPS, GESTÃO, ABDORAL EDITORA
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