
Ommata tibialis Fuchs, 1961 (Figs. 5, 6) Ommata (Ommata) tibialis Fuchs, 1961: 10; Monné, 2005: 481 (cat.); Monné & Hovore, 2005: 119 (checklist); 2006: 119 (checklist). Diagnose: Ommata tibialis assemelha-se a O. hirtipes pelo protórax avermelhado nos dois sexos, mas difere pela forma mais estreita, principalmente do protórax. A descrição abaixo se baseia na descrição original e nas fotografias do holótipo fêmea e alótipo macho. Fêmea (Fig. 6): Cabeça e protórax avermelhados; pernas pretas, com a base dos meso- e metafêmures amarelada; antenas pretas, com os antenômeros IX-X e metade basal do XI branco-amarelados; élitros amarelados, brilhantes, com as bordas pretas; meso-, metatórax e urosternitos enegrecidos. Distância entre os lobos oculares superiores e inferiores igual a aproximadamente o triplo da largura do escapo na base. Fronte com pontuação moderadamente grossa e esparsa. Genas um pouco mais curtas do que a largura dos lobos oculares inferiores. Vértice com pontuação fina e abundante. Antenas ultrapassam o ápice abdominal no ápice do antenômero IX; antenômero III mais longo do que o escapo e o antenômero IV; antenômero IV aproximadamente tão longo quanto o VII; antenômeros VI-XI gradualmente mais curtos; antenômeros VII-XI mais grossos do que os basais. Protórax longitudinal, quase cilíndrico, brilhante; borda anterior marginada; margens laterais suavemente convexas. Pronoto com pontuação moderadamente abundante, principalmente nas laterais, exceto na região central que é quase lisa; pilosidade longa, ereta e dispersa. Escutelo pequeno e pubescente. Élitros com o triplo do comprimento do protórax; cobrem o abdome até aproximadamente o ápice do urosternito IV; margens externas suavemente curvadas, convergentes até aproximadamente o meio e subparalelas no restante; ápice arredondado; disco com pontos esparsos e pelos eretos e dispersos no terço basal. Pro-, meso-, metatórax e urosternitos pubescentes. Macho (Fig. 5): Cabeça preta; antenômero IX enegrecido na base; antenômero X escurecido no terço apical; antenômero XI preto. Distância entre os lobos oculares inferiores igual a aproximadamente a largura do antenômero III na base. Antenas ultrapassam o abdome no ápice do antenômero VIII. Metatarsômero I esbelto. Dimensões em mm (Fuchs, 1961): Comprimento total, 6,5-8,0. Tipos, localidade-tipo: Holótipo fêmea (Fig. 6) e alótipo (Fig. 5), depositados na CHSV (ex-Coleção E. Fuchs) e parátipo fêmea depositado na MEFP, todos provenientes do Brasil (Santa Catarina: Seara, Nova Teutônia). Distribuição geográfica: Brasil [Santa Catarina (Fuchs, 1961)]. Discussão: Fuchs (1961) afirmou que os élitros nas fêmeas são 2,5 vezes mais longos do que o protórax. No entanto, a fotografia do holótipo fêmea permite observar que, na verdade, os élitros são um pouco mais longos do que o triplo do comprimento do protórax. Além disso, Fuchs (op. cit.) escreveu que O. tibialis é facilmente distinguível das outras espécies do subgênero Ommata, devido à presença de tufo de pelos nas metatíbias. Essa afirmação é incompreensível, porque O. elegans, espécie-tipo do gênero, também possui esse caráter. Zajciw (1966) utilizou dois caracteres variáveis para separar O. hirtipes de O. tibialis: “protórax um pouco mais longo que largo, mais claro” (para O. hirtipes) e “protórax distintamente mais longo que largo, mais escuro” (para O. tibialis). Com relação ao segundo caráter utilizado, forma do protórax, além de normalmente variável, no dilema não há dicotomia. A única diferença entre as alternativas é que naquela que conduz para O. hirtipes foi repetida a palavra “metade”. Embora o protórax em O. tibialis seja realmente mais esguio, ao menos nos únicos espécimes formalmente conhecidos (holótipo e dois parátipos), a chave em questão pouco ajuda sem o exame de uma figura para avaliar a forma do protórax (que, mesmo assim, seria de pouca valia, levando-se em consideração a variabilidade esperada). Comparando-se fotografias do holótipo (O. hirtipes) e parátipo (O. tibialis) machos de ambas, observa-se que a diferença entre o comprimento e a largura é muito pequena, ao contrário do que afirmou Zajciw (op. cit.). Acreditamos que a melhor diferença está no comprimento da antena que, nos tipos de O. tibialis é proporcionalmente menor. É possível que O. hirtipes seja sinônima de O. tibialis e que as diferenças encontradas sejam apenas variação específica. No entanto, a pequena quantidade de exemplares conhecidos não permite tal conclusão.
Published as part of Santos-Silva, Antonio, Martins, Ubirajara R. & Clarke, Robin O. S., 2010, Contribuição Para O Estudo Dos Rhinotragini (Coleoptera, Cerambycidae). Ii. Revisão De Ommata White, pp. 595-621 in Papéis Avulsos de Zoologia 50 (39) on pages 600-602, DOI: 10.1590/S0031-10492010003900001, http://zenodo.org/record/13307686
Coleoptera, Ommata, Insecta, Arthropoda, Cerambycidae, Animalia, Biodiversity, Ommata tibialis, Taxonomy
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