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Laedorcari Santos-Silva, Clarke & Martins, 2011, gen. nov.

Authors: Santos-Silva, Antonio; Clarke, Robin O. S.; Martins, Ubirajara R.;

Laedorcari Santos-Silva, Clarke & Martins, 2011, gen. nov.

Abstract

Laedorcari gen. nov. Etimologia: Anagrama do nome de Lacordaire (Jean Theodore). Gênero feminino. Espécie-tipo: Ommata fulvicolle Lacordaire, 1868. Diagnose: Laedorcari gen. nov. difere de Xenocrasis Bates, 1873, principalmente, pelos élitros sem área vítrea e pubescentes (com área vítrea e pubescentes em Xenocrasis). Difere de Stenopseustes Bates, 1873 pelos olhos dos machos maiores e com os lobos oculares inferiores subcontíguos. Em Stenopseustes os olhos dos machos são menores e os lobos oculares inferiores são distintamente afastados. Comprimento moderadamente pequeno (11,0- 16,5 mm). Corpo estreito (maior largura ca. 0,2 vezes o comprimento), não deprimido. Tegumento não metálico. Macho: Cabeça não prolongada atrás dos olhos (margem posterior dos olhos, na área de junção dos lobos oculares, muito próxima da borda anterior do protórax); rostro moderadamente curto (ca. 0,5 vezes a altura dos lobos oculares inferiores em vista frontal). Olhos grandes, fortemente emarginados. Lobos oculares inferiores subcontíguos. Lobos oculares superiores muito mais estreitos do que os inferiores; borda interna atinge o nível do ápice dos tubérculos anteníferos; distância entre os lobos maior do que o quádruplo da largura de um lobo. Base dos tubérculos anteníferos moderadamente próximas entre si; ápice arredondado. Labro transversal, aproximadamente tão longo quanto a metade da largura. Antenas filiformes, um pouco engrossadas a partir do antenômero VII; comprimento igual a aproximadamente 1,5 vezes o comprimento elitral; face ventral do pedicelo e antenômeros III-VI com pelos longos, grossos e moderadamente abundantes, mas sempre mais esparsos em direção ao ápice da antena; antenômero III mais longo do que o escapo e do que o antenômero IV; escapo, pedicelo e antenômero III, escuros; antenômeros IV-XI com coloração variável. Protórax subcilíndrico, mais estreito na base do que no ápice ou com largura subigual nas duas extremidades; fracamente alargado lateralmente, sem tubérculos laterais; pubescência muito curta que reveste toda a superfície, exceto uma faixa transversal, junto à cabeça, lisa e glabra. Disco do pronoto com uma quilha centro-longitudinal, mais larga e mais nítida na metade basal. Cavidades procoxais abertas. Processo prosternal estreitado na região mediana e truncado e alargado no ápice, que é obliquamente inclinado (inclinação pouco acentuada). Processo mesosternal fracamente elevado na base; carenas laterais inconspícuas; terço apical longitudinalmente sulcado e ápice emarginado. Mesepisterno fracamente intumescido, mas quase invisível dorsalmente acima dos úmeros. Metasterno um pouco elevado próximo das metacoxas; pontuação fina e abundante. Metepisternos distintamente estreitados para o ápice. Escutelo pubescente, fracamente alongado, longitudinalmente côncavo. Élitros não cobrem totalmente o abdome; margens laterais estreitadas na região mediana; superfície fracamente convexa até quase o meio, subplana desse ponto até o quinto apical, onde há uma gibosidade; área vítrea ausente; carenas elitrais inconspícuas; ápice arredondado, sem espinhos; sutura um pouco divergente no quarto apical; superfície finamente reticulada, pubescente e com alguns pelos curtos e esparsos. Pernas anteriores e medianas nitidamente mais curtas do que as posteriores. Pro- e mesocoxas sem espículo. Fêmures clavados; superfície inferior sem grânulos; ápice dos metafêmures ultrapassa nitidamente o ápice elitral. Metatíbias sem tufo de pelos. Metatarsômero I mais longo do que II-III reunidos. Abdome estreito e alongado, não curvado para baixo. Processo abdominal um pouco inclinado em relação à superfície do urosternito I. Urosternitos em nível nitidamente mais baixo do que o da superfície do metasterno; laterais do urosternito V (Fig. 4) fortemente elevadas e projetadas para trás; urosternitos pubescentes. Fêmea: As principais diferenças em relação aos machos são: distância entre os lobos oculares inferiores subigual a largura de um lobo; antenas pouco mais curtas do que no macho; élitros tão ou menos estreitados lateralmente do que nos machos; sutura elitral divergente ou não no quarto apical; abdome proporcionalmente mais largo; processo abdominal com o ápice fracamente inclinado para baixo; urosternitos não fortemente rebaixados em relação ao nível do metasterno; urosternito V não elevado nas laterais. Espécies incluídas: Laedorcari fulvicollis (Lacordaire, 1868), comb. nov.; L. pubipennis (Fisher, 1952), comb. nov.; L. vestitipennis (Zajciw, 1963), comb. nov.

Published as part of Santos-Silva, Antonio, Clarke, Robin O. S. & Martins, Ubirajara R., 2011, Contribuição Para O Estudo Dos Rhinotragini (Coleoptera, Cerambycidae). Iii. Oxyommata Zajciw, 1970 E Novo Gênero Oriundo Da Divisão De Xenocrasis Bates, pp. 179-188 in Papéis Avulsos de Zoologia 51 (10) on pages 184-185, DOI: 10.1590/S0031-10492011001000001, http://zenodo.org/record/13286856

Keywords

Coleoptera, Insecta, Arthropoda, Cerambycidae, Animalia, Biodiversity, Laedorcari, Taxonomy

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