
Agaone peruviensis (Fisher, 1952), comb. nov. (Figs. 8-13) Ommata (Agaone) peruviensis Fisher, 1952:10; Monné, 2005:481 (cat.); Monné & Hovore, 2005:120 (lista); 2006:120 (lista); Wappes et al. 2006:17 (lista). Macho (Fig. 8): Rostro alaranjado com a borda distal, clípeo e labro negros. Área entre os lobos oculares inferiores e a base dos tubérculos anteníferos acastanhada. Área entre a base dos tubérculos anteníferos e o occipício e lateralmente até pouco depois do inicio do lobo ocular inferior, preta. Genas alaranjadas com o ápice negro. Face ventral alaranjada. Escapo, pedicelo e antenômero III pretos; antenômeros IV-XI alaranjados, no mínimo em parte da base, e negros no restante. Placa subcalosa da lateral do protórax grande, subelíptica e com pontos pequenos e dispersos. Pronoto (Fig. 8) alaranjado com mancha negra, subcordiforme, que inicia aproximadamente no meio, com a parte mais estreita voltada para a cabeça. Metepisternos (Figs. 9, 12) pretos. Metasterno (Figs. 9, 12), a cada lado, com uma mancha subtriangular negra, com a parte mais larga junto ao metepisterno e a parte mais estreita próxima da base das metacoxas (ápices dessas manchas não interligados entre si). Élitros (Fig. 8) negros; em cada élitro uma mancha amarelada alongada, epipleural, que inicia no úmero e não ultrapassa o quarto basal e duas manchas amareladas, grandes, dorsais: uma longitudinal, muito variável na forma, localizada na metade basal, que atinge ou não a sutura e não atinge a epipleura; outra transversal, localizada na metade apical, que atinge a sutura e a epipleura. Urosternitos I e V acastanhados; urosternitos II-IV negros. Mancha preta dos metafêmures (Figs. 8, 9, 12), em geral, presente apenas nas áreas dorsal, ventral e lateral externa. Fêmea (Fig. 10): Parte enegrecida do rostro mais larga do que no macho (Fig. 10). Escapo, pedicelo e antenômeros III-VII negros; antenômero VIII enegrecido em parte da base; antenômero IX com pequena mancha negra no ápice; antenômeros X preto no terço apical; antenômero XI negro nos dois terços apicais. Élitros (Fig. 10) como no macho. Área negra do metasterno recobre quase todo o esclerito. Urosternitos I-IV (Figs. 11, 13) completamente alaranjados; urosternito V preto no ápice. Variabilidade: Macho: clípeo acastanhado; genas amareladas com o ápice acastanhado; face ventral da cabeça amarelada; antenômeros IV-XI quase inteiramente negros ou quase inteiramente alaranjados; antenômeros distais com a parte escura acastanhada; mancha preta do pronoto não sub-retangular, não emarginada na parte mais larga e pouco mais estreita junto à borda anterior do pronoto; mancha negra do pronoto inicia distintamente após a metade basal; mancha elitral amarelada que inicia no úmero, junto à epipleura, ausente; urosternito IV preto na base e acastanhado no restante; urosternito V negro; mancha preta dos metafêmures presente apenas na área dorsal e ventral ou incompleta na lateral interna; área enegrecida do rostro avança entre os olhos, quase se interligando a mancha dorsal da cabeça; urosternitos II-IV negros na base. Fêmea: genas amareladas com o ápice acastanhado; mancha amarelada da metade basal dos élitros arredondada (holótipo). Dimensões em mm ( ♂ / ♀ ): Comprimento total, 8,0-9,1/9,4-10,8; comprimento do protórax, 1,7-2,1/2,0-2,2; largura do protórax na base, 1,5-1,7/1,7-1,9; largura do protórax no ápice, 1,2-1,4/1,4-1,6; largura umeral, 1,8-2,2/2,1-2,6; comprimento elitral, 5,0-5,6/5,6-6,5. Distribuição geográfica: Equador (novo registro), Peru (Fisher, 1952), Bolívia (Wappes et al., 2006), Brasil (Amazonas, Rondônia) (novos registros). Tipos, localidade-tipo: Holótipo ♀ e dois parátipos (♂ e ♀), provenientes do Peru (Rio Santiago), depositados no AMNH (holótipo e parátipo ♂) e USNM (parátipo ♀). Discussão: Fisher (1952) afirmou: “antennae black (except last four segments which are yellow)”. Embora nenhum dos espécimes examinados tenha os últimos antenômeros completamente amarelos, é possível que essa variação ocorra, mas também é possível que os espécimes examinados por Fisher (op. cit.) possuam a área escura suavemente acastanhada (como um dos exemplares que examinamos), o que poderia ter confundido o autor da espécie. A fotografia do holótipo, disponível em http://research.amnh.org/iz/types_db/ images/ Ommata_peruviensis.jpg, sugere que o antenômero XI é acastanhado, contrariando a afirmação de Fisher (op. cit.). A diferença mais notável entre A. peruviensis e as demais espécies do gênero está na forma e posição do desenho negro do pronoto (Figs. 8, 10) (para as demais espécies, vide figs. 4, 5, 14, 15, 17, 23, 25) e no desenho preto dos metafêmures (Figs. 8-10, 11, 13) que é interrompido [completo nas demais espécies (Figs. 6, 21, 22, 27, 28)]. Material examinado (MZUSP): EQUADOR, Napo: Coca, ♂, I.1985, G. Onore col. BOLÍVIA. Região de Chaparé (400 m), ♀, IX.1956 [sem nome do coletor]. Beni: Guanay (Uyapi), ♀, X-XI.1992, (sem nome do coletor). BRASIL, Amazonas: Benjamin Constant (Rio Javary, alto Amazonas), 2 ♂♂, IX.1961, Dirings; ♂, I.1962, Dirings. Rondônia: Costa Marquez, ♀, 16.XI.1986, R.W. Wilkerson col. (ACMT); 62 km SW Ariquemes (próximo da Fazenda Rancho Grande), ♀, 01-17.XI.1997, B.K. Dozier col. (ACMT).
Published as part of Martins, Ubirajara R. & Santos-Silva, Antonio, 2010, Contribuição Para O Estudo Dos Rhinotragini (Coleoptera, Cerambycidae). I. Mudança De Status Nos Subgêneros De Ommata White, 1855 E Revisão De Agaone Pascoe, pp. 391-411 in Papéis Avulsos de Zoologia 50 (25) on pages 391-411, DOI: 10.1590/S0031-10492010002500001, http://zenodo.org/record/13307978
Coleoptera, Insecta, Arthropoda, Cerambycidae, Animalia, Biodiversity, Taxonomy, Agaone, Agaone peruviensis
Coleoptera, Insecta, Arthropoda, Cerambycidae, Animalia, Biodiversity, Taxonomy, Agaone, Agaone peruviensis
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