
3.2 Anemopaegma citrinum Mart. ex DC., Prodr. 9: 189. 1845. Liana, 2,0−3,0 m compr.; ramos cilíndricos, estriados, lenticelas presentes, pubescentes, tricomas simples; profilos das gemas axilares triangulares, reduzidos, não foliáceos. Folhas 2-3-folioladas, com folíolo terminal geralmente modificado em gavinha trífida, discos adesivos ausentes; pecíolo 1,4−2,3 cm compr.; peciólulos 0,4−1,1 cm compr.; folíolos concolores, cartáceos, elípticos, base arredondada, ápice emarginado, 2,0−4,5 × 1,0− 2,3 cm, margem inteira, glabros em ambas as faces. Inflorescência em racemo reduzido, com apenas três flores, terminal, pubescente, tricomas simples. Cálice creme-esverdeado, cartáceo, campanulado, truncado, 0,8−1,0 × 1,0− 1,3 cm, glabro; corola amarela no tubo e branca nos lobos, membranácea, infundibuliforme, 4,0−5,5 × 0,8−1,5 cm, externamente velutina, tricomas simples, internamente pubescente, tricomas simples; androceu com estames insertos, anteras ca. 0,2 cm compr., glabras, filetes maiores 2,1−2,5 cm compr., filetes menores 1,5−1,7 cm compr., estaminódio ca. 0,5 cm compr.; gineceu com ovário ca. 0,3 cm compr., liso, glabro, estilete ca. 3,0 cm compr.; disco nectarífero anelar. Frutos e sementes não vistos. Distribuição: Anemopaegma citrinum distribui-se em Cerrado, Carrasco, Caatinga e em florestas secas e úmidas da Bolívia e Brasil (Lohmann & Taylor 2014). No Brasil ocorre nos estados da Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Minas Gerais (Lohmann et al. 2020). Na Paraíba foi encontrada em vegetação de transição entre Caatinga e mata úmida, em altitudes elevadas (600−900m). Fenologia: Foi coletada com flores e frutos de dezembro a junho. Comentários taxonômicos: Anemopaegma citrinum pode ser reconhecida pelas gavinhas trífidas, profilos das gemas axilares triangulares, não foliáceos, folíolos elípticos com ápices emarginados e margens revolutas, e inflorescências reduzidas, com três flores. Material examinado: BRASIL. PARAÍBA: Maturéia, Pico do Jabre, 18.I.1997, fr., M.F. Agra et al. 3931 (JPB), 20.XII.1997, fl., M.F. Agra et al. 4375 (JPB), 28.I.1998, fl., M.F. Agra & P.C. Silva 4853 (JPB), 30.I.1998, fl., M.F. Agra & P.C. Silva 4854 (JPB), 18.I.1998, fl., M.F. Agra et al. 4900 (JPB), 7.II.1998, fl., M.F. Agra et al. 4982 (JPB), 1.IV.1991, fl., M.F. Agra & M.R.V. Barbosa 1666 (JPB), 22.IV.1998, fr., M.F. Agra et al. 5225 (JPB); Passagem, Serra do ABA, 06.III.2016, fl., M. Fernando 419 (CSTR), 16.VI.2016, fl., S.L. Costa (HACAM).
Published as part of Costa, Swami Leitão, Johanes, Isabella, Lohmann, Lúcia Garcez & Melo, José Iranildo Miranda de, 2022, Flora da Paraíba (Brasil): Bignonieae (Bignoniaceae), pp. 1-25 in Iheringia, Série Botânica (e 2022019) (e 2022019) 77 on pages 9-10, DOI: 10.21826/2446-82312022v77e2022019, http://zenodo.org/record/10950911
Tracheophyta, Magnoliopsida, Anemopaegma citrinum, Bignoniaceae, Anemopaegma, Biodiversity, Plantae, Taxonomy, Lamiales
Tracheophyta, Magnoliopsida, Anemopaegma citrinum, Bignoniaceae, Anemopaegma, Biodiversity, Plantae, Taxonomy, Lamiales
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