
INTRODUÇÃO: A abdominoplastia é uma técnica cirúrgica que faz uso da dermolipectomia abdominal, ou seja, a retirada do excesso de pele e gordura do abdome inferior. Atualmente, este procedimento está entre as cirurgias mais realizadas no mundo da plástica. É recomendada para pacientes que apresentam deformidades após a redução excessiva de peso, fato que pode vir a afetar a higiene pessoal, a interação social e até mesmo a vida íntima dos pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. OBJETIVOS: Determinar as indicações de abdominoplastia como técnica reparadora em mulheres submetidas à cirurgia bariátrica e identificar o impacto desse procedimento na autoestima dessas mulheres, além das possíveis complicações e seus benefícios. METODOLOGIA: Foi realizada uma revisão de literatura integrativa de característica quantitativa entre maio e junho de 2022. Foram incluídos nesse estudo artigos em português, inglês e espanhol, publicados no período entre 2015 e 2022, que abordaram as indicações, complicações e benefícios da abdominoplastia em mulheres pós-bariátricas. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A maioria dos pacientes pós-bariátricos, cerca de 70% a 90%, expressam desejo de cirurgia plástica após a perda de peso e as mulheres representam 92,2% desses pacientes que realizam a cirurgia de contorno corporal após gastroplastia. As indicações consistem principalmente em pacientes que apresentam flacidez abdominal, abdome desproporcional ao restante do corpo, músculos abdominais enfraquecidos ou separados e concentração de tecido adiposo nesta região. Em relação à idade, a média das mulheres foi de 41,8 anos, sendo o tempo mínimo entre a realização da bariátrica e a abdominoplastia de 3 anos e 10 meses. Estudos mais recentes apontam as variáveis que predispõem maiores riscos de complicações, como idade avançada, alto IMC, sexo masculino, tabagismo e múltiplos procedimentos. Porém, apesar de alguns autores considerarem dados de IMC isolados insuficientes para julgar a indicação cirúrgica, há evidências que sugere incidência de complicações graves e menos graves aproximadamente duas vezes maior naqueles com IMC ≥ 30 kg/m² em comparação com aqueles com IMC < 30 kg/m². Entre as complicações de 10% a 20% dos pacientes sofrem de complicações locais após a abdominoplastia, mas apenas 1% sofrem de complicações sistêmicas. As principais complicações apontadas foram seromas, hematomas, infecções, problemas de cicatrização, necrose da pele e, em menor incidência, tromboembolismo, além de anemia e deficiência de ferro. CONCLUSÃO: O aumento da busca pela redução de peso através da cirurgia bariátrica torna a plástica de abdome a primeira opção cirúrgica para reparo corporal com o objetivo de diminuir a flacidez e o excesso de pele após o procedimento. Logo, a pesquisa realizada demonstra que a abdominoplastia como cirurgia reparadora para pacientes pós-bariátrica é um procedimento seguro e que otimiza os resultados obtidos, além de promover a reintegração social e melhorar aspectos tanto de saúde física quanto psicológica das pacientes.
mulheres, abdominoplastia, cirurgia bariátrica
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