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Venenos animais representam misturas complexas de substancias bioativas como proteínas e peptídeos com as mais diversas funções farmacológicas, bioquímicas e fisiológicas. A elucidação dos mecanismos de ação dessas moléculas pode proporcionar o desenvolvimento de fármacos mais específicos e/ou ferramentas biológicas. Diante disso, torna-se indispensável o seu conhecimento estrutural e bioquímico, principalmente aqueles que interagem com receptores responsáveis por intermediarem a maioria dos processos celulares, ora inibindo e/ou ativando diversos tipos de respostas biológicas. Recentemente, diversos estudo tem evidenciados que proteínas e peptídeos tornam-se importantes ferramentas nos estudos da neurotransmissão e/ou junção neuromuscular e para elucidação de mecanismos farmacológicos e bioquímicos. Além disso, biomoléculas podem interagir com uma importante classe de receptores acoplados de proteínas G, as quais constituem uma das importantes famílias conhecidas de receptores identificados em vertebrados atuantes em várias vias de sinalizações celulares. A serotonina, 5- Hidroxitriptamina (5 –HT), é um dos mensageiros químicos mais estudados e liga-se a receptores específico, e está ligado a diferentes efeitos no corpo humano. Amplamente encontrados no sistema nervoso central estão envolvidos a processos como êmese, apetite, humor, memoria, respiração, cognição e outras funções. Os estudos desses receptores tornam-se de importância terapêutica, visto que aproximadamente 50% dos fármacos desenvolvidos atualmente atuam sobre esses receptores, além de auxiliar na elucidação de mecanismos e vias que estão relacionados a esses receptores e doenças neurodegenerativas, cardíacas, monogênicas e oncogênicas. Toxinas ativas em GCPRs tem sido descritos em venenos de caracóis marinhos e serpentes. O objetivo do nosso trabalho foi a identificação de biomoléculas presentes no veneno de Bothrops jararacussu com afinidade para GPCRs. Identificação e caracterização feita aplicada estratégia de proteômica, utilizando cromatografia liquida de alta resolução por fase reversa (HPLC-RP), a elucidação de suas estruturas primárias espectrometria de massas e sequenciamento por química degradativa de Edman. Toxinas animais possuem como alvos receptores acoplados a proteína G; entretanto há poucos estudos relacionados a esses receptores e toxinas de serpentes do gênero Bothrops. Desta forma, o estudo desses peptídeos em venenos animais representa um campo promissor para desenvolvimento de novos fármacos, auxiliando na compreensão de mecanismos de ação e das vias de sinalização de diversas doenças
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pós-graduação em Doenças Tropicais - FMB
CAPES: 001
Bothrops jararacussu, GPCR, Receptores adrenergéticos, Serotonina, Serpente, Veneno, Proteínas G
Bothrops jararacussu, GPCR, Receptores adrenergéticos, Serotonina, Serpente, Veneno, Proteínas G
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