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Considerando que uma percentagem crescente de todos os empregos, hoje, exige competências em TIC, mas que grande parte dos cidadãos (mais de metade na União Europeia) possui competências informáticas nulas ou reduzidas, particular atenção tem vindo a ser dada às competências digitais, denominadas de e-skills, sendo amplamente reconhecido que a evolução e capacidade de competição dos países/economias no séc. XXI, estão, cada vez mais, dependentes da utilização inovadora e eficiente das TIC. As atividades relacionadas com políticas de e-skills têm vindo a aumentar nos últimos anos, notando-se, contudo, que há países que são líderes em políticas de e-skills, realçandose o Reino-Unido (com um índice de políticas e-skills igual a 5), enquanto outros têm menor atividade e progresso. Por exemplo, em Portugal não houve evolução do índice de políticas e-skills de 2009 para 2013, tendo-se mantido num valor, baixo, de 1.5. Neste contexto, é desejável que os objetivos da escola estejam em consonância com a evolução e necessidades desta exigente sociedade. Torna-se necessário que a escola adapte os currículos para que os alunos possam adquirir as competências necessárias para acompanhar este novo paradigma de sociedade, uma vez que se nota um desfasamento entre as competências necessárias para a sociedade e as competências adquiridas pelos alunos. Para colmatar este desfasamento, vários países têm atualizado os seus currículos, correspondentes aos níveis do ensino básico e secundário, na área das TIC. No entanto várias questões se têm levantado sobre que tipo de competências digitais devem os alunos adquirir na escola, encontrando-se diferentes objetivos nos currículos de diferentes países. Será que as competências digitais têm apenas a ver com o saber utilizar ferramentas como a Internet e um processador de texto? Recentemente, tem surgido a ideia de que estas competências não chegam. Outra questão que se levanta tem a ver com a forma de ensinar as competências digitais: devem existir disciplinas específicas ou devem as competências ser introduzidas de forma transversal nas outras disciplinas do currículo? Este estudo visa contribuir para a discussão da adequação do currículo, nesta área, em Portugal, através de recomendações sobre que tipo de competências digitais deve um aluno adquirir na escola, e como as integrar no currículo. O estudo baseou-se na análise de currículos de outros países que foram selecionados, ou por ocuparem os lugares cimeiros no ranking da educação, ou por serem casos de sucesso reconhecido, nomeadamente: Inglaterra, Finlândia, Austrália e Estados Unidos da América. O estudo das competências desejadas para um aluno no séc. XXI e a análise dos currículos dos países referidos permitiu concluir que é importante os alunos adquirirem outras competências para além da mera utilização da tecnologia, sendo mais frequente a existência de disciplinas específicas para as transmitirem.
Competências para seculo XXI, Tecnologias da Informação e Comunicação, TIC, Pensamento computacional, ICT, XXI century skills, Competências digitais, Information and Communication Technologies, Computational thinking, Digital skills
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