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A estrutura familiar sofre alterações quando ocorre um divórcio, sendo este um processo de grandes mudanças para o casal e para os seus filhos, pois é o início de uma nova parentalidade. Por vezes torna-se difícil separar conjugalidade da parentalidade principalmente quando há conflitos e quando não estão de acordo com a forma como o ex-cônjuge exerce a sua autoridade parental, podendo isto ser fruto de uma instabilidade emocional. Assim, a literatura sustenta que a Coparentalidade e a Regulação Emocional têm consequências nos Estilos de Autoridade Parental. Posto isto, a questão que surge neste estudo é: Quais as diferenças na Coparentalidade, nos Estilos de Autoridade Parental e na Regulação Emocional entre pais divorciados? O objetivo deste estudo de corte transversal é comparar a perceção destas variáveis entre 101 participantes, 59 mães (58.4%), e 42 pais (41.6%) separados/divorciados de idades compreendidas entre 25 e 53 anos (M = 40.6, DP = 5.65) com regime de residência exclusiva ou alternada dos filhos. Os participantes responderam ao questionário sociodemográfico e aos instrumentos Coparenting Questionnaire (CQ), Parental Authority Questionnaire versão para pais (PAQ-P) e Emotion Regulation Questionnaire (ERQ). Os resultados revelaram uma semelhança entre os dois tipos de regimes de residência, em que foram apresentados valores significativos, demonstrando que a Coparentalidade, em particular a dimensão Cooperação, e a Supressão Emocional são os principais preditores dos Estilos Parentais, principalmente no EP Autoritativo. Os resultados indicam que na residência alternada a Supressão Emocional e a Cooperação são preditores significativos dos EP’s Autoritativo e Permissivo, pois quando se percecionam níveis elevados de Cooperação mais os pais/mães adotam o EP Autoritativo e menos o EP Permissivo, quando experienciam uma maior Supressão Emocional. Na residência exclusiva os resultados indicam que a Cooperação e as dimensões da Regulação Emocional são preditores significativos do EP Autoritativo, pois quando se percecionam níveis elevados de Cooperação mais os pais/mães adotam o EP Autoritativo quando experienciam baixa Supressão Emocional e Reavaliação Cognitiva. Desta forma, é possível dizer que os pais e mães portugueses separados/divorciados experienciam em maior número de Supressão Emocional, bem como o Estilo Parental Autoritativo. Este estudo contribui para o conhecimento do funcionamento familiar em contexto de divórcio, relativamente em termos de residência alternada e exclusiva, bem como a forma como cada cônjuge gere as suas emoções.
Coparentalidade, Residência Alternada, Residência Exclusiva, Estilos de Autoridade Parental, Regulação Emocional., Divórcio
Coparentalidade, Residência Alternada, Residência Exclusiva, Estilos de Autoridade Parental, Regulação Emocional., Divórcio
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