
handle: 11144/4359
A presente dissertação investiga como a utilização das diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI) influencia a elaboração dos Relatórios de Responsabilidade Social Empresarial (RSE), analisando a evolução dos relatórios durante a utilização das orientações da GRI, avaliando como é conduzido o processo de inclusão dos stakeholders e como é garantida a qualidade da informação e dados incluídos. Nas últimas décadas, o contexto social e económico, sustentado por vasta obra concetual, conduziu à posição de relevância que a RSE detém na sociedade atual. Nesse contexto, tornouse fundamental para as Empresas comunicar adequadamente sobre as práticas de RSE, incluindo os resultados e impactos, quer positivos quer negativos. Os Relatórios de Responsabilidade Empresarial são atualmente a forma mais comum das empresas comunicarem as suas ações de RSE. As orientações da GRI, padrão globalmente mais seguido para a elaboração desses Relatórios, foram estudadas no sentido de compreender como as empresas devem relatar as suas práticas de RSE, em conformidade com essas Orientações. Este trabalho, de carácter exploratório, pretende obter evidência empírica sobre a prática de elaboração de Relatórios de RSE. Foi aplicada uma metodologia qualitativa, utilizando um desenho de estudo de caso. A amostragem foi intencional, tendo sido selecionada para o estudo de caso uma empresa com experiência de Reporte desde 2004, com relatórios publicados segundo todas as gerações das Diretrizes GRI, inclusivamente a última geração. A recolha dos dados ocorreu nos 14 Relatórios de RSE publicados pela empresa, 12 dos quais em conformidade com as Diretrizes GRI. Foi possível constatar 3 fases, durante o período analisado: uma fase pré-GRI, tendo como resultado Relatórios com informação pouco sustentada por indicadores ou KPI’s quantitativos e contendo especialmente questões ambientais. Na 2.ª fase, é notória uma influência positiva das orientações GRI, originando Relatórios equilibrados com suficiente informação qualitativa bem suportada por bastantes indicadores quantitativos. Por último na 3.ª fase, a empresa opta pelo modelo de Relatório Integrado e os Relatórios incluem informação da orientação da empresa a longo prazo, mas com menos indicadores quantitativos, sendo a conformidade com a GRI mantida, mas no seu nível de aplicação mais baixo. Verificou-se também que as Orientações GRI têm um efeito bastante positivo na inclusão dos diferentes grupos de Stakeholders e positivo, mas menos relevante na garantia da qualidade dos dados e informação.Foi possível concluir que as Diretrizes GRI influíram de forma positiva na elaboração de Relatórios de RSE da empresa de estudo na fase inicial permitindo progressos significativos na elaboração de relatórios credíveis, comparáveis e consistentes ao longo do tempo.
Domínio/Área Científica::Ciências Sociais::Economia e Gestão, envolvimento dos stakeholders, Relatórios de RSE, Diretrizes GRI, verificação externa
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