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Trabalho colaborativo para a inclusão: o que fazer?

Authors: Fonseca, André;

Trabalho colaborativo para a inclusão: o que fazer?

Abstract

A inclusão pode ser definida como movimento educacional, social e político que defende “o direito de todos os indivíduos participarem de forma consciente e responsável na sociedade de que fazem parte, de serem aceites e respeitados naquilo que os diferencia dos outros” (Freire, 2008, p. 5). O que diferencia pode incluir cor de pele, origem étnica, nacionalidade, sexo, religião, estrato social, etc. Inclui ideia de tolerância e respeito para com os outros, independentemente das suas características. Isto requer que a escola não permaneça inalterada, para ser de facto inclusiva. Há a necessidade de a escola ter a capacidade de responder aos desafios da inclusão de forma flexível, adaptando constantemente a resposta às necessidades dos alunos que espelham uma sociedade cada vez mais plural (Freire, 2008). Neste contexto, a teoria ecológica do desenvolvimento humano, de Brofenbrenner (1979) serve de ponto de vista teórico para o enquadramento da reflexão sobre o impacto das atividades musicais no contexto próximo da criança. De acordo com este autor, o desenvolvimento humano é marcado pelos contextos que rodeiam o indivíduo, desde o seu círculo íntimo (dimensão micro) até aos múltiplos contextos sucessivamente maiores que o rodeiam (dimensão macro). De acordo com este ponto de vista teórico, o desenvolvimento humano consiste na adaptação do ser humano ao seu ambiente imediato, o que inclui dimensões como a pessoa, pessoa e contexto (interação com o seu ambiente imediato) e pessoa no contexto e no tempo (interação como um todo) (Brofenbrenner, 1979; Moreno, 2021). As atividades musicais em conjunto, enquanto atividades colaborativas, podem conter em si um potencial inclusivo. As implicações sociais do processo de aprendizagem musical têm sido usadas no El Sistema de orquestras (Sistema Nacional de Orquestras e Coros de Crianças e Jovens da Venezuela). Este usa as atividades de aprendizagem musical em grupo (orquestra e coro) para ajudar crianças de meios socioeconómicos desfavorecidos a adquirirem competências sociais (DeSilva & Sharp, 2013; Fonseca, 2014). Esta prática de inclusão através da música tem sido replicada um pouco por todo o mundo, inclusive em Portugal, como é o caso do Projeto Geração (Boletim dos Professores, 2010). A investigação tem mostrado que a tendência inclusiva das práticas musicais em grupo, pode eventualmente ser replicado nas diferentes vertentes das práticas musicais: desde duetos na sala de aula, à prática de orquestra, prática coral, aulas de grupo em diferentes formatos (exemplo, aulas do método Suzuki), aprendizagem informal da música, e outros. Serão apresentados alguns estudos, inclusive, alguns estudos apresentados em contexto de teses de mestrado. De acordo com Brufenbrenner, (1979) a complexidade progressiva das tarefas com quem se tenha vínculos emocionais resulta num significativo impacto intelectual, emocional, moral e social (Santos & Santos, 2017). A investigação aqui apresentada aponta nessa mesma direção. Por isso, professores, pais, instituições de ensino de música e decisores políticos devem cooperar para possibilitarem as experiência musical em grupo, ou em contexto de grupo, dada a sua importância como atividade colaborativa e o seu potencial inclusivo.

published

Country
Portugal
Related Organizations
Keywords

Orquestra, Motivação, Potencial inclusivo, Inclusão, Grupo

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