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Desde sempre, a Biogeografia foi entendida como um ramo da Geografia Física. Porém, a maioria dos trabalhos produzidos por geógrafos, sobre este tema, tem privilegiado a componente vegetal. Na Europa e em Portugal, o esforço de investigação dos geógrafos, na Biogeografia, tem-se manifestado com maior intensidade no estudo das comunidades vegetais e na sua distribuição espacial. Em Portugal, os estudos de biogeografia têm incidido principalmente na descrição das comunidades vegetais, do ponto de vista estrutural, florístico e na sua distribuição no território. Os trabalhos de Herman Lautensach, Orlando Ribeiro e S. Daveau, sobre o coberto vegetal de Portugal, constituem as primeiras aproximações a uma Fitogeografia de Portugal, feita por geógrafos. Toda a investigação posterior, continuou a privilegiar a vertente da investigação fitogeográfica e, portanto, é nesta base que se colocam os trabalhos de Eugénia Moreira, Campar de Almeida, Nicole Vareta, Carlos Neto, Raimundo Quintal, Albano Figueiredo, etc. Na verdade, podemos afirmar que, grande parte da investigação biogeográfica em Portugal, está virada para a Fitogeografia. Contudo, esta visão aparentemente parcial da biogeografia fundamenta-se na própria essência da Geografia Física. É no estudo dos factores que comandam a organização espacial das comunidades vegetais, que mais se faz sentir a diversidade integrativa da Geografia Física. A justificação do mosaico de comunidades vegetais está relacionada com praticamente todas as áreas da Geografia Física e também com algumas áreas da Geografia Humana. A visão sistémica, integrada, que o geógrafo físico manifesta na análise das comunidades vegetais, é original e dificilmente substituível pelas aproximações vindas de outras áreas científicas como é o caso da Botânica.
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Fitogeografia, Ensino, Portugal
Fitogeografia, Ensino, Portugal
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