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Introdução: O envelhecimento da população está cada vez mais acentuado nos países desenvolvidos, no qual Portugal não é exceção. Devido a este fenómeno, o número de idosos com multimorbilidade é cada vez maior, o que causa um aumento concomitante do uso de diversos medicamentos, levando à polimedicação. A multimorbilidade e concomitante polimedicação, levam a um maior risco de reações adversas e a uma dificuldade acrescida na gestão da medicação. Objetivo: Este estudo exploratório teve como objetivo caracterizar uma população de doentes polimedicados e com multimorbilidades quanto ao seu perfil clínico e terapêutico e padrão sócio-demográfico. Material e Métodos: O estudo com delineamento transversal, foi realizado por aplicação de um questionário durante a visita do utente à farmácia. Foi composto por uma amostra de 150 doentes, que tinham duas ou mais doenças crónicas, tomavam cinco ou mais medicamentos por dia de forma contínua e declaravam ser autónomos na administração da medicação. Resultados: A amostra foi constituída por 83 mulheres e 67 homens com idades compreendidas entre os 55 e os 95 anos. O número médio de doenças e de fármacos administrados diariamente foi de 3,7 e 7,03, respetivamente. As três doenças mais prevalentes foram a Hipertensão, Hipercolestrolémia e Diabetes. Verificou-se que um dos fatores influenciadores da polimedicação excessiva é o número de médicos que cada doente visita regularmente e que um aumento da multimorbilidade leva a um aumento na polimedicação (p-value <0,05). Com exceção deste fator, não foram encontradas relações estatisticamente significativas entre multimorbilidade e polimedicação e as variáveis sexo e idade. Conclusão: Neste estudo realizou-se uma caracterização de doentes com multimorbilidades e polimedicados em Portugal que deve ser melhorada expandindo o tamanho amostral. Pela frequência que a polimedicação assume na população estudada, é desejável que, através da intervenção farmacêutica, se minimizem os potenciais problemas de segurança associados a uma polimedicação inadequada. Assume-se assim, que o farmacêutico poderá ter um papel determinante na revisão e gestão da terapêutica de cada doente crónico, contribuindo para uma diminuição da ocorrência de reações adversas bem como na deteção de erros de medicação.
Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, 2020, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia.
Com o patrocínio da Farmácia Veritas.
Intervenção farmacêutica, Ciências da Saúde, Mestrado integrado - 2020, Polimedicação, Gestão da terapêutica, Multimorbilidade
Intervenção farmacêutica, Ciências da Saúde, Mestrado integrado - 2020, Polimedicação, Gestão da terapêutica, Multimorbilidade
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