
handle: 10451/31512
Parte-se do princípio que a complexidade social se pode atingir por diversas vias, mesmo em situação de crise, como parece ter ocorrido nas sociedades do Bronze Médio I do Sudoeste (1900/1800-1600/1500 cal BC). Procede-se a breve revisitação do registo empírico, enfatizando os possíveis indicadores de complexidade social. Defende-se modelo dinâmico de crescimento da hierarquização durante a Idade do Bronze Médio do Sudoeste. Desde um cenário de prováveis chefaturas incipientes no Bronze Antigo, ter-se-ia atingido na Idade do Bronze Médio uma organização social provavelmente de tipo chefatura complexa, mas polinucleada ou descentralizada, por hipótese subordinada ao Estado de El Argar. Este tipo de organização social parece ter evoluído para chefaturas proto-estatais no Bronze médio II. Com o declínio do Estado de El Argar, o Sudoeste mostra durante o Bronze médio II (1600/1500 a 1200 cal BC) um período de florescimento. A cartografia dos vestígios arqueológicos do sul de Portugal (e em especial a das estelas de tipo alentejano) mostra uma concentração na região de Beja (Grupo de Santa Vitória), provável centro de poder de território proto-estatal do Guadiana ao Atlântico.
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