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A Revista de Economia inicia a sua publicação em Lisboa, em Janeiro de 1948, editando-se uma 1.ª serie ate 1960 e uma 2ª a serie entre 1962 e 1964, data em que cessa definitivamente a sua publicação. Ao todo são 16 volumes anuais, que se subdividem em regra por 4 fascículos anuais e que se estendem por quase 4000 páginas. O objectivo fundamental a que se propõe e estar atenta a «alguns dos principais problemas da nossa economia e a sua analise em termos económicos» (3} e procurar «mobilizar as opiniões para uma viragem nos modos de encarar os problemas económicos nacionais» ( 4) numa época em que, sublinhe-se, as publicações económicas de cariz cientifico são praticamente inexistentes em Portugal. A penetração que alcança na vida cultural portuguesa e difícil de medir com rigor. Atente-se, no entanto em alguns dados: o número de colaboradores portugueses, autores de estudos ou pequenas notas e, ao Iongo de 16 anos de publicação, superior a 70. Os resultados práticos alcançados são difíceis de avaliar com um mínimo de precisão tanto mais que o apregoado objectivo de formar um sector da opinião pública portuguesa em «novos moldes de encarar os problemas económicos nacionais» só adquire verdadeiro significado se considerado num período relativamente Iongo, e aí nem sempre são claramente discerníveis na sua importância relativa os diversos factores que concorrem para aquele objectivo. De qualquer modo poder-se-á adiantar que os anos em que a revista se publica correspondem de facto a um crescendo de interesse entre nos pelos problemas económicos, que esta e pioneira na divulgação em Portugal de novas concepções económicas (caso de keynesianismo, como mostraremos), que nas suas páginas se introduzem e discutem problemas económicos novos entre nos, que gera algumas polemicas de caracter cientifico entre os seus colaboradores ( 6), que provoca o silencio e os cortes da censura por parte dos seus inimigos (o que também não deixa de ter o seu significado). Além disso há sugestões de que possa conjunturalmente ter influenciado, de modo mais ou menos indirecto, algumas medidas económicas governamentais bem como algumas decisões na esfera universitária (1).
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História económica, Portugal, Keynesianismo, Publicação científica, Pensamento económico, Teoria económica
História económica, Portugal, Keynesianismo, Publicação científica, Pensamento económico, Teoria económica
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