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Desde 2001 que o crime organizado tem tido um papel importante na desestabilização do Afeganistão. Este artigo analisa a participação dos Taliban afegãos (denominados por Quetta Shura Taliban – QST) em actividades criminais no sul e sudoeste do país, descrevendo a forma como este envolvimento está a ser aprofundado e como o grupo interage com organizações independentes de contrabandistas. Mais recentemente começámos a assistir a uma erupção da rivalidade associada a disputas por uma maior fatia dos lucros, o que gerou vulnerabilidades estruturais profundas nos e entre os grupos de insurgentes e de terroristas na zona de conflito. A exploração destas rivalidades e o fomentar das desconfianças pode ser maximizada com vista a degradar o nível de cooperação dos militantes limitando seriamente os fundos obtidos por estes. No entanto, esta estratégia é arriscada pois poderá potenciar o eclodir de uma maior violência entre os grupos, aumentando o número de baixas civis.
Grupos étnicos, Crime organizado, Afeganistão
Grupos étnicos, Crime organizado, Afeganistão
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