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As Empresas Militares Privadas marcam a sociedade contemporânea internacional na afirmação como actor preponderante no que ao emprego da força diz respeito. A escolha deste tema, teve por base a sua actualidade, a controvérsia que gera e o facto de continuar a ser um fenómeno em expansão, facto pelo qual a procura de respostas é ainda uma constante e tem como principal objectivo analisar a possibilidade da sua complementaridade com os exércitos convencionais e verificar até que ponto essa relação será eficaz. A pressão exercida pela opinião pública e pelos “média” condicionou e potenciou esta problemática, assistindo-se a um jogo de interesses onde se verifica um equilíbrio entre a oferta e a procura destes serviços no contexto actual. Procurou-se fazer uma abordagem às raízes do que está na génese desta problemática e uma sinopse desde a antiguidade até ao período Pós Guerra Fria, altura onde se verifica o crescimento exponencial das Empresas Militares Privadas. Neste contexto visou-se explicar o fenómeno e o seu enquadramento na mudança do sistema internacional após a queda do muro de Berlim e consequentemente a queda do regime comunista da União das Repúblicas Soviéticas Socialistas. Porém é após o 11 de Setembro de 2001, retratado nos ataques terroristas aos símbolos económicos e militares dos Estados Unidos que as Empresas Militares Privadas solidificam a sua posição, no que concerne aos conflitos contemporâneos. A Guerra do Iraque revelou-se também preponderante na proliferação das empresas militares privadas. A Blackwater, a Triple Canopy, a Aegis Defense Services, entre outras de importante relevo são algumas das Empresas Militares Privadas, que ali actuam, tendo como objectivo a rentabilidade económica num mercado em que a procura de segurança se apresentou promissora com a privatização da violência. Verificou-se também as implicações que, a interacção destas com os Estados, produzem no âmbito jurídico e no sistema internacional. Como conclusão há a referir que sobre as Empresas Militares Privadas se podem fazer duas leituras e em dimensões opostas, isto é, podem ser extremamente importantes ou prejudiciais, dependendo de um conjunto de variáveis. Estas vão desde o objectivo da missão, tipo de conflito, teatro de operações, tipo de contrato, controlo exercido pelos contratantes, bem como todo o ambiente envolvente da sua actuação. Em suma, cabe aos Estados e entidades interessadas realizar estudos quer de mercado, quer de objectivos, que permitam conhecer indicadores mais precisos relativamente à utilização destas empresas em complementaridade aos Exércitos
Blackwater, privatização da violência, 11 de Setembro, empresas militares privadas, Pós Guerra Fria
Blackwater, privatização da violência, 11 de Setembro, empresas militares privadas, Pós Guerra Fria
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