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RESUMO Os socorristas intervêm preferencial ou opcionalmente mediante normas e procedimentos protocolados, embora com margem para desvios, segundo o que se pode prefigurar como intuição em actuação por reconhecimento de padrões (KLEIN, 2003). Da sua actuação atempada, em síntese, dependerá a sobrevivência ou a margem de recuperação optimizada de vítimas de acidente ou acometidas por doença grave. A sua janela de oportunidade extrema de actuação é de quatro minutos, quando se trate de falha completa do sistema circulatório ou ventilatório (VELLOSO et al., 2004). Esse será o seu quadro determinante de referência, constituindo a sua missão primordial a salvaguarda da vida, mesmo que, por acção das manobras a executar, possa causar sequelas físicas acessórias na pessoa assistida. Concluiu-se que os socorristas atribuem a maior importância ao equipamento de base mas que se sentem capazes de actuar sem o mínimo de apetrechos, caso seja necessário. O seu desempenho tende a ser entendido como sobretudo individual, mesmo que operando em equipa, porque a certo ponto poderão ter que se dedicar em exclusivo a uma vítima. Contudo, em manobras de ressuscitação que requeiram tempo, um socorrista poderá não ser capaz de executar as manobras eficazmente além de uma dada margem de esforço; será então fundamental a rodagem com os colegas ou peão habilitado. Nalguns casos, os socorristas poderão menosprezar a regra de ouro do seu mester, a segurança pessoal, em prol do salvamento de alguém. Esta conclusão deriva da procura da determinação dos seus pesos e medidas, transpostos para as suas vivências, em função do que entenderiam como os seus processos pessoais de decisão imediata e versou padrões de reconhecimento de factores na abordagem e ajuda prestada a vítimas nos seus diversos surgimentos, por acidente ou problema de saúde. Com base numa metodologia e em instrumentos de observação, baseados em entrevistas e inquéritos acessórios, foi possível investigar a forma de actuação e promover nos entrevistados um autodiagnóstico das sequelas emocionais devidas ao trabalho desenvolvido pelos prestadores de socorro de urgência. Concluiu-se que é utilizado o processo de decisão imediata numa vertente mais limitada e que o reflexo emocional dos casos acompanhados tem considerável peso nas suas vidas, constituindo uma excepção o acompanhamento e mitigação do stress pós-traumático nos socorristas.
emergência, primeiros socorros, reconhecimento de padrões, socorristas, vítima, processo de decisão
emergência, primeiros socorros, reconhecimento de padrões, socorristas, vítima, processo de decisão
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