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A resiliência permite a superação de múltiplas dificuldades ao longo da vida, e a adaptação das pessoas de forma saudável ao seu contexto, capacitando-as para lidar positivamente com circunstâncias potencialmente prejudiciais (Ralha-Simões, 2017). Assume especial importância na velhice, também pelo seu potencial de priorizar a produção de saúde das pessoas (Vieira, 2016), e reconhecendo o quão desafiadora é esta etapa do desenvolvimento humano, não só do ponto fisiológico e social, mas também psicológico e existencial (Vieira, 2010). É neste sentido que surge o trabalho “Resiliência em Pessoas Idosas”, com o objetivo de «conceber um programa de educação em resiliência a implementar com pessoas idosas que frequentam a Escola de Educação Sénior - IHSénior.». Dele fazem parte os seguintes objetivos específicos: i) avaliar a resiliência em pessoas idosas que frequentam a Escola Sénior, através da aplicação da Escala de Resiliência Adaptada para a População Adulta Portuguesa; ii) identificar os fatores que os/as participantes considerem ser protetores da sua resiliência; iii) analisar o entendimento das pessoas idosas sobre a resiliência humana e sua relação com a saúde, no decorrer da intervenção educativa implementada. O seu desenvolvimento pressupõe a implementação de cinco sessões educativas nas quais se abordam temáticas como resiliência humana (resiliência enquanto processo), fatores de risco e fatores protetores, autoestima e perseverança, entre outros, relacionados com a resiliência no contexto do envelhecimento ativo e saudável. Tem por base numa metodologia de natureza mista, englobando, no que diz respeito à análise de dados, a abordagem quantitativa, em virtude da aplicação da Escala de Resiliência adaptada para a população Adulta Portuguesa de Deep & Pereira (2012), articulada ainda com a análise de conteúdo dos dados obtidos/registados ao longo das sessões. Os resultados esperados são discutidos em função do quadro teórico de suporte adotado na conceção do programa. Como referem Teixeira, Dias, Castro, Freitas e Araújo (2015), urge aprofundar aspetos como a resiliência nas pessoas idosas, direcionando o olhar para os seus contextos de vida e procurar compreender melhor a sua adaptação a esta fase das suas vidas. Julga-se assim pertinente e oportuno o desenvolvimento de programas de intervenção que busquem a manutenção das capacidades resilientes das pessoas idosas, bem como a ampliação dos níveis de conhecimento sobre a área de resiliência no envelhecimento humano, para melhorar a qualidade de vida e autoestima desta população.
Envelhecimento saudável, Promoção da saúde, Idoso, Resiliência psicológica, Educação para a saúde
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