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Na Medicina Veterinária, a microcirurgia é uma área em crescimento que está a ganhar reconhecimento enquanto subespecialidade de cirurgia. Trata-se de uma técnica recente, com início na década de 60, sendo necessário uma boa formação e dedicação para se atingirem bons resultados. Este trabalho pretende resumir os métodos de ensino e treino que podem ser usados na formação em microcirurgia, tendo-se considerado o tempo de treino, as condições éticas, o preço e a disponibilidade dos diferentes materiais, para além das vantagens e desvantagens dos métodos abordados. Atualmente existem inúmeros modelos para o treino e formação em microcirurgia que podem ser sistematizados em modelos sintéticos, modelos ex vivo e modelos in vivo, apresentando, cada um, a sua importância e aplicação na prática microcirúrgica. Existe um consenso geral de que o treino de microcirurgia deve começar com modelos simples, de baixo custo e inanimados, pois as dificuldades no desempenho motor e visual são superadas pela aprendizagem de novas habilidades. Outro aspeto a considerar é a ética associada à utilização de animais que cada vez mais preocupa a sociedade, sendo por isso importante a aplicação do princípio, genericamente conhecido, dos 3R´s. Os modelos sintéticos não só reduzem o número de animais vivos necessários para o treino de microcirurgia, mas também fornecem uma alternativa de baixo custo e facilmente disponível para um treino contínuo. O ensino divide-se em várias fases, começando por modelos simples que familiarizam o aluno com o microscópio e instrumentos, como a manipulação básica, movimento e orientação no campo microscópico, colocação e realização de nós e aposição de bordos. Passa depois para o treino das técnicas de sutura sob o microscópio em modelos ex vivo, sendo estes mais realistas e mais tarde a cirurgia em animais vivos, nomeadamente em rato. Neste modelo podem-se treinar as técnicas de anastomose em artérias, veias e nervos, sendo por isso a última etapa do treino. A ergonomia em microcirurgia é um aspeto importante, uma vez que as cirurgias nesta área são normalmente muito longas, sendo necessário conhecer e manter uma postura correta e fazer pausas frequentes, de modo a evitar lesões e fadiga no cirurgião. No planeamento do ensino da microcirurgia devem ser considerados os meios físicos onde se irá aprender ou treinar as diversas técnicas e, por isso, a sua escolha deverá ser consciente tendo em conta a prática anterior dos formandos, a ética e o preço. Estando esta subespecialidade em crescimento, torna-se assim importante introduzi-la no curso de medicina veterinária de modo a que os alunos se familiarizem com as suas potencialidades e limitações e possam adquirir competências práticas baseadas num treino gradativo e eficaz da microcirurgia.
Medicina veterinária, In vivo models, Microsurgery, Modelos sintéticos, Modelos de treino, Veterinary medicine, Microcirurgia, Modelos ex vivo, Modelos in vivo, Synthetic models, Training models, Ex vivo models.
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