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Cuidar de crianças, especialmente quando elas estão a sofrer, é suscetível de envolver uma significativa quantidade de trabalho emocional (Smith, 2012; Diogo, 2015). Os profissionais de saúde são, na atualidade, incentivados a regular as suas próprias emoções para conseguirem compreender eficientemente as emoções negativas das pessoas que cuidam. A atenção para com o trabalho emocional em Cuidados Paliativos Pediátricos (CPP) reveste-se de componentes com um elevado grau de complexidade, pois a situação vivida afeta a criança e a família física e emocionalmente, podendo desequilibrar todo o sistema familiar. No entanto, também os enfermeiros podem viver situações de cuidados emocionalmente intensas, o que leva a que se questione a sua tomada de consciência e intencionalidade nas interações estabelecidas. Assim, do problema identificado - A emocionalidade vivenciada pelos Enfermeiros que cuidam de crianças e famílias com necessidades paliativas – emergiu como objeto de estudo o trabalho emocional no cuidar em enfermagem pediátrica. De facto, já não se defende uma neutralidade emocional na prática de cuidados de Enfermagem, o que justifica a mobilização da Teoria do Cuidado Humano de Watson como conceção teórica orientadora e integrada numa Filosofia de Cuidados Centrados na Família. Face ao exposto, a elaboração deste relatório teve como finalidade descrever, analisar e consolidar as experiências de aprendizagem que ocorreram no percurso formativo experiencial, com vista, através da reflexão, à acomodação de conhecimentos inerentes ao EESCJ no que concerne ao trabalho emocional desempenhado pelos enfermeiros em diferentes contextos de cuidados pediátricos. A metodologia utilizada foi a Aprendizagem Experiencial, que reconhece os contributos da experiência para o desenvolvimento profissional. Para a reflexão da e sobre a prática recorreu-se a uma reflexão estruturada segundo o ciclo reflexivo de Gibbs. Foram desenvolvidas diversas atividades destacando-se: a identificação das necessidades emocionais do cliente pediátrico; análise de práticas para explorar a dimensão emocional dos cuidados, promoção de momentos de reflexão de situações de cuidados emocionalmente intensos, implementação do brincar terapêutico e sessões formativas sobre CPP. Em suma, cuidar em contexto paliativo exige a conjugação de saberes teóricos e formais, e ainda de competências afetivas, por isso perspetiva-se o Cuidar como um processo relacional que obriga à perceção da experiência humana no processo saúde doença (Diogo, 2015), promovendo, assim, uma prestação de cuidados de nível avançado.
Assistência terminal, Emoções, Enfermagem pediátrica, Cuidados paliativos, Humanização da assistência
Assistência terminal, Emoções, Enfermagem pediátrica, Cuidados paliativos, Humanização da assistência
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