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Ramón y Cajal escreveu, em 1928, que “in the adult centers, the nerve paths are something fixed, ended and immutable. Everything may die, nothing may be generated.”. Este conceito tornou-se um dos principais dogmas da neurociência e, apesar de claras evidências o contestarem, a sua refutação veio a revelar-se uma tarefa imensamente árdua. Em 1960, Joseph Altman foi o primeiro a objectar esta teoria. Este sugeriu a ocorrência da neurogénese em determinadas regiões do cérebro adulto. Mais tarde, Kaplan e Hins confirmaram a existência de células estaminais neuronais (CEN) adultas. Apesar destas observações, diversos cientistas recusaram aceitar tal ideia revolucionária, o que levou a que apenas nos anos 90 se tenha eliminado por completo o há muito estabelecido dogma. A desmistificação da impossibilidade da geração de novos neurónios no cérebro adulto contribuiu para que a neurogénese no adulto se tornasse numa das temáticas mais estudadas da neurociência moderna. Hoje, sabe-se que a neurogénese continua a ocorrer no cérebro adulto, sendo conhecida a produção de novos neurónios em duas regiões restritas, a zona subventricular (ZSV) e a zona subgranular (ZSG) do giro denteado (GD) do hipocampo. Este trabalho de mestrado incide nos mecanismos de formação das CEN adultas e nas regiões onde se processa a neurogénese. Os processos neurogénicos que ocorrem nos nichos, factores regulatórios e alterações fisiopatológicas do sistema nervoso central (SNC) são tomados em consideração. Desvendam-se alguns dos mistérios da linhagem celular mais recentemente identificada, as células NG2. Finalmente, são abordados os aspectos clínicos da neurogénese e é brevemente discutido o potencial terapêutico das células estaminais.
Glia radial, Neurogénese adulta, Células estaminais neuronais, Nichos neurogénicos
Glia radial, Neurogénese adulta, Células estaminais neuronais, Nichos neurogénicos
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