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As membranas fetais têm vindo a ganhar destaque na medicina regenerativa devido à sua hipo-imunogenicidade, funções anti-inflamatórias e biocompatibilidade. Estes interessantes materiais naturais, podem ser utilizados como matriz extracelular, uma vez que são ricos em fatores de crescimento e proteínas. A membrana fetal é composta pela membrana coriónica, a camada externa, e pela membrana amniótica, a camada interna, ambas derivadas de tecido extraembrionário. Existe uma terceira camada entre essas duas, a camada esponjosa, cujas características ainda não foram significativamente exploradas. A descelularização de tecidos e órgãos é uma plataforma tecnológica de sucesso para a criação de materiais de suporte (scaffolding). Tem sido sugerido que o sucesso desses materiais após a implantação, é devido aos sinais moleculares fornecidos pelos componentes restantes da matriz extracelular (ECM) apresentados às células in vivo, à medida que estas repovoam a superfície dos scaffolds descelularizados. Existem vários protocolos descritos na literatura para descelularização de tecidos, sendo que alguns usam compostos tóxicos e de tal forma agressivos que eliminam componentes da membrana que são essenciais para a engenharia de tecidos e aplicações regenerativas. No decorrer deste trabalho, foi testado um protocolo de descelularização optimizado a partir de um outro já utilizado no grupo. As membranas fetais resultantes foram caracterizadas morfológica e quimicamente através de diferentes técnicas, nomeadamente histologia, espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR), calorimetria diferencial de varrimento e termogravimetria (DSC/TGA). A possibilidade de usar a camada esponjosa das membranas fetais como um scaffold à base de hidrogel também foi explorada. Para isso, as suas características foram avaliadas usando FTIR, microscopia confocal Raman, microscopia de força atómica (AFM) e testes reológico. O potencial zeta foi também determinado bem como a taxa de hidratação desta membrana. Os resultados obtidos mostraram que embora o novo protocolo de descelularização tenha eliminado completamente as células da membrana amniótica, algumas células permaneceram na membrana coriónica. Verificou-se também tratar-se de um protocolo menos agressivo, mantendo a estrutura e composição das membranas descelularizadas mais próxima das membranas nativas. O presente trabalho permitiu também um avanço na caracterização da camada esponjosa, ainda pouco explorada, tendo em vista a sua possível utilização como um novo hidrogel potencialmente muito interessante para aplicação em medicina regenerativa
Scaffolds, Amniotic membrane, Hydrogels, Camada esponjosa, Descelularização, Chorionic membrane, Membrana coriónica, Fetal membranes, Hidrogéis, Spongy layer, Membrana amniótica, Membranas fetais, Decellularization
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