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Podem as Algas Marinhas Proteger o Nosso Cérebro de Doenças Neurodegenerativas?

Avaliação in vitro e in vivo da capacidade neuroprotetora de extratos de Undaria pinnatifida (Harvey) Suringar
Authors: Santos, Susana Micaela Alves dos;

Podem as Algas Marinhas Proteger o Nosso Cérebro de Doenças Neurodegenerativas?

Abstract

O aumento da esperança média de vida e do número de casos de pessoas com doenças neurodegenerativas e neuropsiquiátricas tem levado a que haja uma intensificação da preocupação mundial na investigação das causas e dos possíveis tratamentos para doenças como a doença do Alzheimer (DA), a doença de Parkinson (DP) ou de doenças neuropsiquiátricas, como a depressão, de modo a melhorar o nível de vida da população afetada. As algas marinhas como a Undaria pinnatifida (Harvey) Suringar têm sido alvo de vários estudos de investigação devido à presença de compostos naturais com capacidade neuroprotetora contra doenças neurodegenerativas. Assim sendo, o objetivo deste estudo foi testar a bioatividade de extratos da alga marinha U. pinnatifida, recorrendo a ensaios in vitro e in vivo, para determinar as suas propriedades antioxidantes e a sua capacidade de inibição de enzimas do sistema nervoso central (SNC), de modo a avaliar a sua influência no tratamento e prevenção de doenças neurodegenerativas como DA, DP ou de doenças neuropsiquiátricas, como a depressão. As análises in vivo foram realizadas após os ensaios in vitro, de modo a estudar a influência dos extratos no desenvolvimento embrionário dos peixes zebra. Os extratos foram obtidos através da extração assistida por microondas (MAE) após otimização dos parâmetros de extração. Esta otimização foi realizada com base em várias extrações convencionais realizadas com diferentes condições de extração. Como principais resultados in vitro, verificou-se que o extrato de U. pinnatifida, obtido pela extração MAE com a mistura de solventes água: etanol (50:50 v/v) a 40 °C durante 30 min e com uma razão sólido solvente de 1:40 (g:mL), com TPC = 7,39 ± 1,33 mg GAE/g extrato seco, clorofila a = 0,90 ± 0,13 mg/g extrato seco, clorofila c = 0,21 ± 0,040 mg/ g extrato seco, clorofilas totais = 1,21 ± 0,19 mg/g extrato seco e carotenoides = 0,26 ± 0,044 mg/ g extrato seco, apresentou atividade antioxidante em termos de sequestro dos radicais DPPH• , ABTS•+ , •NO, O2 •- e •OH com percentagens de sequestro máxima respetivamente, de 59,4 ± 3,5 % (2,78 mg/mL), 93,7 ± 2,4 % (5,0 mg/mL), 57,5 ± 1,5 % (2,0 mg/mL), 34,4 ± 0,11 % (2,0 mg/mL) e 39,2 ± 0,95 % (4,0 mg/mL). Em termos da inibição das enzimas do SNC, o extrato apresentou baixa capacidade de inibição enzimática, sendo que para a enzima acetilcolinesterase (AChE) apresentou uma inibição máxima de 33,3 ± 6,3 % (4,0 mg/mL), em relação à butirilcolinesterase (BuChE) uma inibição de 33,0 ± 3,3 % (4,0 mg/mL) e por fim em relação à tirosinase apresentou uma inibição de 55,5 ± 2,3 % (4,0 mg/mL). Os resultados in vivo relativos à avaliação do desenvolvimento do peixe-zebra exposto ao mesmo extrato de U. pinnatifida, revelaram que o mesmo não apresentou efeitos negativos significativos nas taxas de eclosão dos embriões expostos. No entanto, para as mesmas concentrações testadas, observou-se uma diminuição no comprimento total das larvas eclodidas com valores significativos para as concentrações de extrato mais altas 10×103 (6,2 %), 50×103 (5,4 %) e 100×103 (5,7 %) µg/L. Para além disso, a concentração de extrato mais alta (100×103 µg/L) foi também responsável pelo aparecimento significativo de malformações a nível dos olhos, pigmentação e a nível da posição lateral da larva às 96 hpf. No futuro seria interessante avaliar também a bioatividade dos extratos de U. pinnatifida nos peixe-zebra para determinar se os resultados são semelhantes ou melhores do que os obtidos in vitro. No entanto, caso se mantivessem os valores de IC50 observados nos ensaios in vitro poderia existir toxicidade, pois teriam de ser usadas concentrações mais elevadas do que 100×103 µg/L. Concluiu-se que o extrato de U. pinnatifida utilizado apresentou moderada atividade antioxidante e inibitória da tirosinase em ensaios in vitro, podendo apresentar efeitos benéficos moderados no tratamento da DA e DP. No entanto, estudos in vivo serão cruciais para averiguar as potencialidades deste extrato.

Country
Portugal
Related Organizations
Keywords

Neuroinflammation, Oxidative stress, Propriedades antioxidantes e neuroprotetoras, Neurodegenerative diseases, Stress oxidativo, Neuroinflamação, Doenças neurodegenerativas, U. pinnatifida, Peixe-zebra, Antioxidant and neuroprotective properties, Zebrafish

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