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A Poesia Experimental veio reinventar o ato de leitura e interpretação de um poema. Deste modo, aquando do confronto com uma nova obra, o próprio leitor foi desafiado a reagir sob uma nova perspetiva sequencial: primeiramente contemplar a forma como os elementos se dispõem no suporte, em seguida ler o poema e por último interpretá-lo como um todo, tendo em consideração a reunião de componentes disposta e a própria simbologia das palavras. Este estudo tem como objetivo elevar as potencialidades da Poesia Experimental, nomeadamente quando esta se relaciona com o Design Gráfico, com as suas ferramentas e com a sua capacidade criativa. Assim, procura-se compreender de que forma um designer gráfico, fruto da sua formação específica, pode interpretar e desenvolver de forma impar, um conjunto de poemas experimentais, tendo em conta as suas vicissitudes, técnicas e culturais, bem diferentes das de um poeta. A presente investigação assume-se como qualitativa, experimental e encontra-se seccionada em três fases distintas. Numa primeira efetuou-se uma revisão literária, onde se procurou perceber as origens e influências da Poesia Experimental, desde os seus múltiplos estados e movimentos vanguardistas, que determinaram uma poesia mais livre, experimental e solta de regras, como hoje a conhecemos. Numa segunda fase, caracterizaram-se os Estudos de Caso, onde se reuniram e escrutinaram registos de Ana Hatherlv e Ernesto de Melo e Castro. Numa terceira fase, para se concretizar na pratica o projeto e, no mesmo sentido, se expor os resultados obtidos, materializou-se um objeto editorial. Reuniu-se um conjunto de provérbios portugueses, habitualmente ouvidos e não lidos/interpretados, com a capacidade expressiva que se considerou ser a ideal para a metamorfose em poemas experimentais. Neste segmento procedeu-se à escolha tipográfica, baseada em estudos focados na hierarquização tipográfica, no posicionamento do texto na página, na utilização do espaço em branco, no sentido de enaltecer indubitavelmente a palavra. Concluiu-se com a impressão e encadernação do objeto e posterior registo fotográfico. Os resultados demonstram que a tipografia pode atingir níveis infindáveis de multiplicidade visual. Esta opção pelos adágios portugueses, tão populares na nossa cultura, afirmou-se como primorosa para a conversão da imaginação pretendida com a exploração gráfica. E factual com esta investigação concluir, que a Poesia Experimental e a tipografia podem constituir uma presença bem mais ativa na pratica do Design Gráfico. Por outro lado, com a seleção dos provérbios apresentados, verifica-se uma capacidade para que estes se tornem grandes promotores da nossa cultura, dentro e fora de portas.
Provérbio português, Tipografia experimental, Design editorial, Experimental poetry, Portuguese proverb, Publication, Poesia experimental, Publicação, Experimental typography, Editorial design
Provérbio português, Tipografia experimental, Design editorial, Experimental poetry, Portuguese proverb, Publication, Poesia experimental, Publicação, Experimental typography, Editorial design
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