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A cartilagem articular é constituída por matriz extracelular e condrócitos, sendo ancorada no osso subcondral. O seu principal problema é a limitada capacidade de reparação relacionada com a sua falta de vascularização. Embora tenham sido testadas diversas metodologias para o tratamento da degeneração da cartilagem, a sua incompleta eficácia, bem como complicações associadas, torna necessário e urgente o desenvolvimento de novas técnicas para essa finalidade. Assim, a nanotecnologia apresenta-se como ferramenta com potencial aplicação no tratamento da cartilagem, nomeadamente pelo uso de nanopartículas capazes de transportar moléculas bioativas. Sendo o colagénio o principal constituinte da matriz extracelular cartilaginosa, o uso de colagénio proveniente de várias fontes, como organismos marinhos, tem sido investigado para regeneração cartilaginosa, dada a sua potencial biocompatibilidade. Nesta tese de Mestrado são apresentados resultados preliminares relativamente à preparação de nanopartículas de colagénio de alforreca e tubarão azul visando sua futura aplicação como transportadores de fatores de crescimento para engenharia de tecido cartilaginoso. A preparação dessas nanopartículas foi otimizada, sendo estas caracterizadas por Espalhamento Dinâmico da Luz, medição de potencial Zeta e Microscopia Eletrónica de Transmissão. Posteriormente, realizaram-se ensaios de viabilidade e diferenciação celular com células estaminais mesenquimais humanas após exposição às nanopartículas de colagénio de ambas fontes. A diferenciação celular foi estudada por métodos histoquímicos e avaliação da expressão génica usando a técnica de RT-qPCR. As partículas sintetizadas com colagénio de alforreca e tubarão azul apresentaram diâmetros hidrodinâmicos de, respetivamente, 453 ± 23 nm e 634 ± 18 nm. No entanto, na análise feita às partículas de colagénio de tubarão por microscopia de transmissão (amostras desidratadas), verificou-se que estas tinham forma elíptica e dimensões na gama 200-300 nm (eixo maior). Ambos os tipos de nanopartículas apresentaram potencial Zeta negativo e boa citocompatibilidade. Por outro lado, a presença das nanopartículas pareceu não afetar a diferenciação condroblástica das hMSCs.
Faculdade de Ciências Exatas e da Engenharia, Cartilage, Colagénio, Nanopartículas, Nanoparticles, Regeneration, Collagen, Bioquímica Aplicada, ., Cartilagem, Regeneração
Faculdade de Ciências Exatas e da Engenharia, Cartilage, Colagénio, Nanopartículas, Nanoparticles, Regeneration, Collagen, Bioquímica Aplicada, ., Cartilagem, Regeneração
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