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O vírus da imunodeficiência humana (VIH) é um retrovírus que tem como alvo o sistema imunológico, provocando o enfraquecimento do sistema de defesa dos indivíduos contras as infeções e consequentemente tornando-os imunodeficientes. Quando a contagem de linfócitos T CD4 é inferior a 200 células/μL considera-se que o individuo possui a síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA). Apesar do esforço que tem sido feito para controlar esta doença, estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que, em 2018, cerca de 37,9 milhões de pessoas são portadoras de VIH, das quais 770 mil resultaram em morte por causas relacionadas com a infeção. Muito se fez, entretanto, em Portugal e noutros países, para travar o vírus. Foram implementados programas para promover a prevenção, como por exemplo a campanha “Diz não a uma seringa em segunda mão”. No âmbito deste programa foram distribuídas e trocadas cerca de 1 milhão seringas, em Portugal. As campanhas para a prevenção insistem em cuidados como a utilização de preservativo, limitar o número de parceiros sexuais e nunca compartilhar agulhas, medidas que contrariam a transmissão do vírus. No entanto estas medidas de prevenção não são suficientes para travar a epidemia, sendo necessário utilizar terapêutica antirretroviral para promover a redução da mortalidade, o aumento da esperança média de vida e a melhoria do prognóstico de doentes que vivem com o vírus. A FDA reconhece seis classes diferentes de antirretrovirais, classificados de acordo com o alvo terapêutico, que atuam nas diferentes fases do ciclo replicativo do vírus. No entanto, o arsenal terapêutico existente para o VIH apresenta imensas lacunas, essencialmente devidas ao rápido desenvolvimento de resistências aos fármacos com atividade antirretroviral, incluindo aos inibidores de integrase mais recentemente desenvolvidos. Assim, o desenvolvimento de novos fármacos antirretrovirais é desafiante e muito relevante, sendo necessário conhecer os mecanismos de ação e as limitações dos fármacos, bem como os respetivos mecanismos de resistência. A presente dissertação apresenta uma revisão bibliográfica relativa às características e impacto global do VIH, às estratégias terapêuticas atuais, elencando as suas limitações, e às perspetivas futuras relativamente ao desenvolvimento de inibidores da integrase.
Fármacos antirretrovirais, Mecanismos de ação, Inibidores da integrase, VIH, Seleção para resistência, Integrase
Fármacos antirretrovirais, Mecanismos de ação, Inibidores da integrase, VIH, Seleção para resistência, Integrase
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