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Nos últimos anos observou-se o aumento de consumo de peixe a nível mundial, inclusivamente em Portugal. Esta alteração de hábitos alimentares prende-se a diversos fatores nomeadamente como forma de obter uma vida mais saudável. Ainda assim este consumo não se encontra livre de perigos que possam representar riscos para a saúde do consumidor, sendo que um dos perigos associados ao consumo de produtos da pesca é a presença de parasitas. O potencial deste perigo varia de acordo com alguns fatores como boas práticas aplicadas ao longo da fileira de pescado, a espécie de peixe e o modo de confeção culinária, entre outros. Sendo assim, um dos papéis da DGAV é prestar serviços fiscalizadores de controlo hígio-sanitário a nível da fileira do pescado. Neste sentido e para melhor entender o papel do Médico Veterinário na fileira do pescado, de setembro de 2015 a janeiro de 2016 acompanhou-se o trabalho da Direção de Serviços Veterinários da Região Norte. Nesta fase do trabalho descobrimos como funciona o mundo das pescas desde o momento da captura até à fase industrial. Do consumo de produtos da pesca, o parasita que revela maior preocupação atualmente para o consumidor é Anisakis spp. devido ao seu potencial zoonótico. Para aprofundar os conhecimentos neste tema, de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 dedicamo-nos a um estudo, em parceria com o CIIMAR, no qual escolhemos utilizar uma espécie de peixe de grande popularidade para isolar e estudar a identificação morfológica de larvas de Anisakis presentes. Para tal utilizámos 30 exemplares de pescada (Merluccius merluccius) com dimensões de 24-33 cm, capturada em setembro de 2015 no Atlântico Norte da costa de Portugal. Determinámos no nosso estudo que Anisakis spp. possui uma prevalência de 76.67%, e intensidade de 2.04±1.67 (1-5). Anisakis Tipo I possui uma prevalência de 70. 0% e intensidade de 1,8±1.07 (1-4) e Anisakis Tipo II registou uma prevalência de 10.0% e intensidade de 1,0±0.0 (1). A nível anatómico, o local com maior prevalência de larvas foi o fígado. Foi observado que com o aumento do comprimento (idade) e peso do hospedeiro, houve também o aumento dos níveis de parasitismo, sendo que hospedeiros com mais de 28.5 cm revelaram uma prevalência ligeiramente maior. Não foram encontradas larvas no tecido muscular.
639.2.09(469)(043), Portugal, 614.31(469)(043), Segurança alimentar, Circuito comercial, Parasita, Inspeção de alimentos, Indústria de pescado, Anisakis
639.2.09(469)(043), Portugal, 614.31(469)(043), Segurança alimentar, Circuito comercial, Parasita, Inspeção de alimentos, Indústria de pescado, Anisakis
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