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A cardiomiopatia dilatada (CMD) é uma doença primária do miocárdio caraterizada por uma hipertrofia excêntrica progressiva e disfunção sistólica, sobretudo do ventrículo esquerdo. É uma das doenças cardíacas adquiridas mais comuns em cães. Afeta sobretudo cães de meia idade e de raças grandes e gigantes, sendo particularmente frequente em algumas delas. A etiologia é idiopática, mas sabe-se que existe uma componente genética no Doberman Pinscher, Dogue Alemão, Boxer, Wolfhound Irlandês, Terra Nova e Cão d’Água Português. A apresentação clínica é variável e pode existir uma fase assintomática longa antes do desenvolvimento de sinais clínicos de insuficiência cardíaca, durante a qual pode ocorrer morte súbita. O diagnóstico passa pela exclusão de outras doenças cardíacas ou com apresentações clínicas semelhantes, sendo a ecocardiografia um exame fundamental. O tratamento é sobretudo farmacológico e sempre paliativo, focando-se no controlo dos sinais clínicos e melhoria da qualidade de vida. O prognóstico é reservado a mau e o tempo de sobrevivência varia com vários fatores. Assim, este trabalho tem como objetivo o seguimento de casos clínicos de cães com CMD e a análise e interpretação dos sinais clínicos, exames complementares e tratamento realizado. Neste trabalho foram acompanhados 4 casos de CMD observados durante um estágio realizado no Hospital Veterinário Montenegro, entre agosto de 2014 e fevereiro de 2015. Todos os cães eram machos de meia idade e de raças grandes, incluindo um Doberman Pinscher, um Boxer e um Serra da Estrela. Um dos cães tinha CMD pré-clínica e os restantes apresentavam sinais de insuficiência cardíaca congestiva (ICC) esquerda ou bilateral, sendo os mais frequentes prostração, tosse e ascite. No exame físico foi detetado um sopro cardíaco, pulso fraco e arritmia em dois cães. As arritmias mais comuns foram fibrilhação atrial e complexos prematuros ventriculares. As principais alterações radiográficas foram cardiomegalia, edema pulmonar e ascite. O diagnóstico definitivo foi ecocardiográfico, através da confirmação do aumento das câmaras cardíacas e da presença de disfunção sistólica. Dois cães tinham síndrome do eutiroideu doente. O tratamento médico resultou numa melhoria clínica. Os tempos de sobrevivência foram curtos, embora apenas um cão tenha morrido devido à ICC, por interrupção do tratamento. Nestes cães foram observadas várias caraterísticas frequentemente associadas com CMD, tal como descrito na literatura.
Terapêutica, Cães, 616.12-008(043), Diagnóstico, Cardiomiopatia dilatada, 636.7.09(043), Fisiopatologia
Terapêutica, Cães, 616.12-008(043), Diagnóstico, Cardiomiopatia dilatada, 636.7.09(043), Fisiopatologia
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