
handle: 10348/5906
Este estudo pretende contribuir para a caracterização do regime de fogo em Portugal no que concerne a dois aspetos da distribuição do número de fogos (NF) e quantidade de área ardida (AA), nomeadamente identificação e caracterização: (i) da base e resolução espacial mais adequada para o estudo da variabilidade; e, (ii) de clusters espaciais e espaço-temporais. A estratégia adotada consiste em analisar a distribuição das estatísticas de fogo em diferentes bases espaciais, pela realização da análise em componentes principais (PCA), análise de clusters e pela avaliação e utilização do SaTScan. Este trabalho é suportado fundamentalmente na base de dados de fogos rurais em Portugal, disponibilizada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, recentemente analisada e corrigida por Pereira et al. (2011) e atualizada, no âmbito deste trabalho, para o período 1980 – 2007. Uma análise estatística preliminar da distribuição temporal das principais estatísticas de fogo confirmou o caracter estival dos fogos em Portugal e um extremo secundário, de muito menor dimensão na primavera. A distribuição espacial, permitiu concluir que a base dos (278) concelhos é a mais adequada para o estudo do regime de fogo porque: (i) os concelhos têm uma dimensão semelhante; (ii) tem resolução espacial superior à dos (18) distritos e (21) ecoregiões; (iii) as (4050) freguesias, que permitiriam análises espaciais com resolução ainda mais fina, têm dimensões muito variáveis mas a sua elevada dimensão, pode constituir um problema para a aplicação de determinadas técnicas. A PCA permitiu identificar um conjunto reduzido de modos de variabilidade que permitem explicar a maior parte da variância observada do NF (82%) e da AA (77%), independentemente da base espacial considerada. Os padrões das funções empíricas ortogonais (EOF) do NF e da AA apresentam semelhanças independentemente da base espacial considerada. O mesmo tipo de conclusões podem ser retiradas dos resultados da analise de clusters, que permitiu identificar um menor número de clusters para a base da ecoregiões que para a base dos distritos. Para além disso, resultados da PCA e da analise de clusters estão de acordo com os resultados obtidos na análise estatística preliminar embora a análise realizada na base das ecoregiões permitam resultados mais consistentes. Estes resultados permitem sugerir que a base das ecoregiões é mais adequada que a dos distritos o que se justifica pelos critérios de definição das ecoregiões, que são as regiões PROF (Planos Regionais de Ordenamento Florestal) e de os distritos não assentarem a sua definição em fatores ambientais relevantes para a ocorrência e dimensão dos fogos em Portugal, nomeadamente o clima, a topografia, o tipo e estado da vegetação. O SaTScan foi testado com uma base de dados sintética especificamente desenvolvida para o efeito que permitiu: (i) perceber o funcionamento da aplicação; (ii) confirmar a capacidade da aplicação para detetar e caracterizar corretamente os clusters espaço-temporais no número de fogos; e (iii) avaliar as limitações da base de dados. Resultados obtidos com a base de dados real permitiu identificar clusters compatíveis com descritores ambientais.
630*43(043), Análise estatística multivariada, 004.9(043), Fogos, SaTScan, 519.23(043), Clusters espaço-temporais
630*43(043), Análise estatística multivariada, 004.9(043), Fogos, SaTScan, 519.23(043), Clusters espaço-temporais
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