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A rotura do ligamento cruzado cranial no cão é uma das doenças ortopédicas mais abordadas no ramo da ortopedia veterinária, sendo a causa mais comum de claudicação do membro pélvico do cão e a causa mais frequente de osteoartrite da articulação do joelho nesta espécie. Com os grandes avanços científicos, muito se tem vindo a descobrir sobre a Doença do Ligamento Cruzado Cranial, de modo a diagnosticar a patologia num estado inicial e proceder ao tratamento mais indicado para cada animal. Detentora de um enorme impacto, quer a nível científico, quer a nível económico, a despeito dos diversos estudos e descobertas realizadas, é um tema atual com algumas lacunas ainda por desvendar. Na Medicina Veterinária desconhece-se a etiopatogenia exata da Doença do Ligamento Cruzado Cranial, sendo ainda um tema controverso, considerando tratar-se de uma patogenia multifatorial. Devido à elevada complexidade da articulação do joelho, é necessário realizar um bom exame físico e ortopédico, de modo a avaliar a estabilidade da articulação do joelho e proceder a um correto diagnóstico. O tratamento mais indicado é cirúrgico e estão descritas várias técnicas sendo compostas por três grandes grupos: técnicas intracapsulares, extracapsulares e técnicas de osteotomia da tíbia proximal. Ao contrário da Medicina Humana, na Medicina Veterinária não existe, até ao momento, uma técnica cirúrgica considerada Gold Standard, devido à incapacidade de as técnicas cirúrgicas atuais restaurarem a cinemática normal da articulação do joelho num cão com rotura do ligamento cruzado cranial, não havendo consenso científico e cirúrgico por parte da comunidade científica veterinária. Na maioria dos casos clínicos, ocorre lesão do menisco concomitante à Rotura do Ligamento Cruzado Cranial (RLCCr), várias técnicas cirúrgicas projetadas para prevenir ou tratar a lesão meniscal também estão descritas; no entanto, ainda existe muita controvérsia nomeadamente na realização das técnicas cirúrgicas preventivas de libertação meniscal e na realização de meniscectomia, em vez de sutura meniscal como se realiza na Medicina Humana. No cômputo geral, o prognóstico após tratamento cirúrgico da Rotura do Ligamento Cruzado Cranial é favorável, dependendo se há presença ou não de lesão meniscal e doença articular degenerativa. O objetivo deste trabalho consiste numa revisão bibliográfica acerca dos importantes avanços e das recentes descobertas do LCCr e da importância da resolução cirúrgica da RLCCr no cão. Serão analisados e discutidos 10 casos clínicos de cães que apresentavam esta patologia e da sua resolução cirúrgica, a qual acompanhei e em que participei ativamente no Hospital Veterinário de Trás-os-Montes (HVTM) e no Hospital Veterinário Universitário de Coimbra (HVUC), sendo as técnicas utilizadas: TPLO; TTO e sutura fabelotibial lateral com fio de Nylon.
Cão, Rotura do ligamento cruzado cranial
Cão, Rotura do ligamento cruzado cranial
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