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O planeta experimenta uma onda de extinções sem precedentes na história evolutiva mais recente. Dada a multiplicidade de serviços que a biodiversidade proporciona, é provável que destas perdas advenham consequências negativas ao bem-estar humano. São exemplos, a redução de bens alimentares, a perda de qualidade de recursos hídricos, a segurança energética e um aumento da vulnerabilidade a desastres naturais. Neste contexto, agências governamentais e não-governamentais imbuíram-se do propósito de gerir e proteger habitats de forma a preservar o seu valor ecológico e assegurar a sua persistência. A constituição de áreas protegidas revela-se como uma opção prioritária para atingir tais objectivos. Existem, no entanto, fortes condicionantes socio-económicas à selecção destas áreas. Por um lado, a maioria das acções conservacionistas não é economic amente sustentável e dependem de apoios escassos (maioritariamente governamentais) disponib ilizados. Por outro, a protecção de habitats impede que um conjunto de actividades e usos de solo com maior suporte sócio-económico tirem proveito de todo o seu potencial produtivo. Consequentemente, a constituição de áreas protegidas tende a ser definida por critérios políticos, relegando-as para locais onde o seu impacto sobre a economia é menor, não tendo em consideração critérios ecológicos. Em muitas situações, a protecção destas áreas não gera benefícios ecológicos e fomenta uma falsa noção de protecção da biodiversidade. Face a estes constrangimentos, a conservação deve colher o máximo benefício com os escassos recursos económicos disponíveis, devendo, portanto, seguir um padrão de eficiência máxima. Problemas de optimização deste tipo, onde determinantes financeiras e ecológicas são analisadas conjuntamente, são tipicamente complexos de solucionar. Os últimos 30 anos, foram marcados pelo crescimento exponencial de propostas metodológicas de suporte à identificação de áreas prioritárias para a conservação assegurando a representação e persistên cia da biodiversidade
198 páginas en 7 capítulos
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