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O comportamento sísmico das estruturas é responsável por elevar o grau de complexidade do dimensionamento de projetos de engenharia. Abrigar pessoas, suportar indústrias e grandes centros comerciais a medida que forças naturais de ordem aleatória tendem a por em prova a capacidade resistente das edificações tornam-se grandes desafios para profissionais da área. Entender como as estruturas respondem aos estímulos sísmicos fazse então uma questão chave no desenvolvimento de medidas que venham a mitigar os danos que esses fenômenos podem causar. Com isso, é de fundamental importância que a comunidade técnico-científica desenvolva estudos e evidências que venham a contribuir com a diminuição do risco sísmico das edificações em geral. O estudo do comportamento sísmico das estruturas parte da premissa de que os terremotos são transmitidos desde a sua fonte e viajam rapidamente pela crosta terrestre. Ao atingirem a superfície, podem causar tremores nos solos locais, que dependendo da localização, são solos que suportam diversas edificações. Esses tremores são propagados pelos solos locais até atingirem as estruturas, podendo danificá-las. A maneira que a estrutura irá responder aos estímulos sísmicos está diretamente relacionada aos parâmetros dos sistemas solo-estrutura, gerando assim um processo de interdependência conhecido como interação sísmica solo-estrutura (ISSE). A variação dos parâmetros pertencentes aos sistemas solo-estrutura é responsável por determinar a intensidade dos efeitos dos sismos nas estruturas. Assim, conhecer como os parâmetros influenciam na resposta estrutural sísmica pode se tornar um grande progresso no desenvolvimento de medidas de mitigação.Neste contexto, o presente estudo analisou, através de simulações computacionais tridimensionais, o comportamento ISSE sísmico de estruturas fundadas em solos brandos (tipo D na classificação do Eurocódigo 8). As simulações foram realizadas com a variação de parâmetros tanto estruturais quando do solo e dos abalos sísmicos considerados. Para as estruturas foram variadas as frequências naturais de vibração. Para os solos foram variadas a velocidade de propagação das ondas de corte e a altura da coluna de solo considerada. Por fim, foram analisados os sistemas solo-estrutura para os dois tipos de sismos determinados pelo Eurocódigo 8, que são: sismos afastados (tipo 1) e sismos próximos (tipo 2). Através das simulações obteve-se valores máximos de deformação das estruturas que foram convertidos em acelerações estruturais máximas a fim de comparar com as acelerações espectrais regulamentadas pelo Eurocódigo 8 na intenção de analisar se os efeitos da ISSE são benéficos ou não. Assim, determinaram-se ao final do trabalho quais foram os cenários críticos, ou seja, para qual combinação de parâmetros que a interação sísmica solo-estrutura apresentou efeitos mais significantes na estrutura.
Abalo sísmico, Acelerograma, Interação sísmica solo-estrutura, Frequência natural de vibração, Velocidade de propagação das ondas de corte
Abalo sísmico, Acelerograma, Interação sísmica solo-estrutura, Frequência natural de vibração, Velocidade de propagação das ondas de corte
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