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Qualidade dos produtos apícolas da Guiné Bissau: mel e própolis

Authors: Lopes, Mélissa;

Qualidade dos produtos apícolas da Guiné Bissau: mel e própolis

Abstract

A colmeia é uma fonte de produtos nutritivos e com elevadas potencialidades farmacológicas, como o mel, o pólen, a cera, a geleia real, a apitoxina ou o pão de abelha. Neste trabalho destacamos o mel e a própolis da Guiné- Bissau avaliando a sua qualidade. Na Guiné- Bissau, um país subdesenvolvido situado na costa Ocidental de África, os produtos provenientes da colmeia podem contribuir para o enriquecimento das condições nutricionais da população um problema que se vem mantendo ao longo dos tempos. Para minimizar este problema foi implementado no leste da Guiné-Bissau um projeto de desenvolvimento rural, EuropeAid/128139/L/ACT/GW “Valorização da Apicultura nas regiões de Bafatá e Gabú: produção, transformação e comercialização”. Este estudo foi integrado no seguimento deste projeto, efetuando-se a avaliação da qualidade de onze amostras de mel recolhidas em diferentes localidades nos anos de 2010 a 2013 e uma amostra de própolis do ano de 2010. A origem floral do mel é habitualmente obtida através da avaliação do conteúdo polínico presente no mel, resultante do contacto do pólen com o corpo das abelhas durante a recolha do néctar na flor. A análise melissopalinológica das amostras de mel da Guiné-Bissau revelou a presença de um elevado número de grãos de pólen na generalidade das amostras, observando-se uma elevada diversidade, na sua maioria, pólen de Rhizophora spp., Terminalia macroptera, Manguifera indica, Cassia seberiana, Crinum spp. e Elaeis guineensis. O elevado número de grãos de pólen é resultado do processo tradicional de extração de mel, o qual é realizado por prensagem e que provoca a passagem de uma quantidade significativa de pólen presente nos favos, para o mel. Por esta razão, a associação da origem floral com base nos resultados polínicos deverá ser efetuada com ponderação. A avaliação dos parâmetros de qualidade do mel, realizada por aplicação das metodologias analíticas definidas pela Comissão Internacional do mel, evidenciaram um mel com uma predominância cromática de âmbar escuro, com teores de humidade compreendidos entre 16% e 20%, e uma condutividade variável entre 336 e 856 μScm-1. Os teores em hidroximetilfurfural, um dos parâmetros mais relevantes na avaliação da qualidade do mel, apresentaram valores significativamente altos, o que poderá implicar deficiências no processo de produção e conservação. Os resultados para a acidez livre, determinada no ponto de equivalência, oscilam entre os 16 e 45 meqkg-1, enquanto através da determinação a pH 8,3 os valores sobem para 22 a 61 meqkg-1, ultrapassando neste caso os limites máximos admitidos. Para a diastase os valores encontram-se entre os 9 e 27 DN, e para a prolina oscilam entre os 0,29 mgg-1 e os 1,18 mgg-1, o que revela estarmos perante amostras de mel maduras e não adulteradas. A análise da matéria insolúvel revelou valores significativos até um máximo de 0,33%, o que se ficará a dever aos procedimentos de extração do mel. A análise do perfil em açúcares, efetuada por cromatografia, permitiu identificar a presença dos monossacáridos de frutose, glucose, e dissacarídeos turanose, maltulose, maltose e trealose. A sacarose foi apenas detetada numa das amostras em quantidades inferiores a 1%. A quantificação dos açúcares permitiu classificar todos os méis como méis de néctar. Para além dos parâmetros físico-químicos, as amostras de mel foram avaliadas no teor em compostos fenólicos e na sua atividade antioxidante através do efeito bloqueador de radicais livres de DPPH (2,2-difenil-1-picrilhidrazilo) e do poder redutor. O teor em fenóis totais variou entre um máximo de 0,85 e um mínimo de 0,25 mgGAEg-1, enquanto para a capacidade bloqueadora de radicais os valores de EC50 oscilaram entre 10 e 61 mgmL-1. Para o poder redutor as amostras oscilaram entre 0,6 e 3,0 mgGAEg-1. A avaliação da amostra de própolis apresentou para a cor uma componente de luminosidade de 36, uma componente cromática a* de 5 e b* de 15 e uma componente C*ab de 16, definindo a sua cor castanha clara. Ao nível dos parâmetros físico-químicos a amostra apresentou um teor de água de 3,9%, um teor de cinzas de 4% e um teor de ceras bastante elevado, 38%, comparativamente à própolis Europeia (<31%). Esta diferença pode ser justificada pela diferença na origem floral ou pelo processo de recolha. Para avaliar a componente fenólica e atividade antioxidante da própolis recorreu-se a uma extração etanólica da amostra, obtendo-se um conteúdo balsâmico reduzido de 26%. Os teores em fenóis totais e flavonóides neste extrato revelaram-se também significativamente baixos, o que se refletiu na atividade antioxidante quer ao nível do efeito bloqueador de radicais livres DPPH quer para o poder redutor. Considerando os resultados obtidos é evidente a diferença na composição do mel e própolis da Guiné-Bissau quando comparado com as caraterísticas destes produtos com origem na Europa, o que se associa às caraterísticas climáticas e botânicas da região. Ao nível dos parâmetros qualitativos do mel, verifica-se uma evolução ao longo dos anos de implementação do projeto, no entanto, o esforço na melhoria das condições de produção deverá ser continuado.

Country
Portugal
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Keywords

Análise polínica, Atividade antioxidante, Própolis, Propriedades físico-químicas, Mel

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