
doi: 10.63418/xfa74188
As páginas dos jornais acadêmicos da Faculdade de Direito de São Paulo foram estruturadas de modo que a poesia e a crítica estivessem lado a lado, configurando-se como contexto propício para que a segunda encontrasse mais um espaço na eterna-singularidade da poesia romântica. Esse cenário, conhecido como publicismo romântico, foi realizado por estudantes que seriam conhecidos como a segunda geração do romantismo brasileiro. O resultado dessa fusão entre o crítico e o poeta foi poesias metalinguísticas que revelaram um código poético não mais intuitivo e oculto por metáforas divinas-religiosas, mas sim elástico e reflexivo a serviço dos costumes estudantis. Somando-se ao fato de a sociabilidade acadêmica garantia-lhes um senso de exceção frente a insípida cultura paulistana da época, a escritura da metapoesia da segunda geração romântica singularizaria mais a sua associação. O corpus da pesquisa considerou 27 jornais acadêmicos, em um intervalo de 1847 a 1869, disponíveis na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. A leitura dos periódicos encontrou três intenções metalinguísticas principais: a tentativa de construção de uma tradição literária, realização de moderadas críticas e autocríticas em versos esparsos e humor corrosivo com desprezo pelo código poético. A prática da metapoesia possibilitou aos acadêmicos das ciências jurídicas e sociais se autoafirmarem frente o contexto romântico oficial. Portanto, à luz de Alfredo Bosi (2019), Gilberto Mendonça Teles (1989), Maria Bochicchio (2012, 2024), Paul Hamilton (2003) e Samira Chalhub (2005), o objetivo deste artigo é analisar as produções metapoéticas que fomentaram a postura reflexiva do estudante romântico evidenciando a atividade suplementar da crítica na criação poética.
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