
doi: 10.63391/qvwt3p91
Este artigo analisa o ensino da Geografia na educação básica, destacando a transição de uma abordagem tradicional, descritiva e positivista para uma perspectiva crítica e contextualizada. A partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o espaço geográfico é compreendido como construção social, atravessado por relações de poder, desigualdades e vivências. O texto propõe que ensinar Geografia hoje exige provocar o aluno a refletir sobre o mundo que habita, indo além da memorização de conceitos. O estudo de caso da Braskem em Maceió exemplifica a produção desigual do espaço urbano e os impactos socioambientais decorrentes da exploração econômica. Além disso, o artigo discute os desafios enfrentados pelos professores diante da geração digital, marcada pelo imediatismo e pela linguagem das redes sociais, e pela distância entre teoria e prática. A formação cidadã, nesse contexto, depende de metodologias ativas, da valorização do espaço vivido e da articulação entre escola, universidade e comunidade.
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