
O presente artigo tem por objetivo refletir a temática do racismo, com sua atemporalidade radical. Essa temporalidade radical é compreendida como a persistência de um traumático que foi, e segue sendo, inscrito e não transcrito, desenhando sinistros roteiros para a vida psíquica do povo negro. Sendo assim, trabalha a necessidade de aguçar sensibilidades e desacomodar percepções, a fim de fazer rupturas nos paredões narcísicos erguidos pela branquitude. Nesse sentido, o filme Corra! – o corpo negro em cena – será utilizado como palco sublimatório, para exercitarmos uma conexão com todos os nossos sentidos, de modo que se permita escutar, olhar, pensar e falar sobre o racismo sistêmico que nos estrutura. Para concretizar essa proposição, os autores estabelecem um diálogo com o pensar freudiano, tendo como texto central Das Unheimliche (1919/2010a), e algumas ideias de Mbembe contidas na Crítica da Razão Negra (2018). Buscam aproximar suas ideias, distantes no tempo (100 anos), mas próximas na compreensão do sofrimento do humano, trilhando os inquietantes caminhos da razão negra. Esta inserida numa ordem social que visa, de forma contínua, a desapropriar negros e negras da sua singularidade.
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