
Este trabalho tem como objetivo principal fazer o diagnóstico socioambiental da carcinicultura continental, buscando identificar potencialidades e entraves da atividade na região Norte fluminense. Foi utilizado o método de Bola de Neve (Snowball) para identificar os atores sociais envolvidos na carcinicultura e elaborados questionários semiestruturados específicos para diferentes setores/atores da cadeia produtiva. Os principais atores identificados foram produtores, órgão de licenciamento ambiental, instituição de apoio técnico rural e secretarias municipais. Foram identificados três carcinicultores, um produzindo e dois em implantação dos sistemas produtivos. A produção é extensiva, semi-intensiva ou intensiva. Existe busca pelo cumprimento dos aspectos legais ambientais, porém com dificuldades de atender a legislação, mostrandose insatisfeitos quanto à burocracia e ao tempo para a emissão das licenças. As garantias e o juros altos foram outros aspectos apontados como negativos quanto ao financiamento à atividade. Devido à recente implantação da carcinicultura na região, o órgão de apoio técnico (FIPERJ) tem como meta impulsionar a atividade, reconhecendo o potencial da região. Dificuldade para o licenciamento ambiental, falta de plano sanitário estadual e financiamento são os entreves apontados pela FIPERJ. A Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca de Quissamã indica a intenção do governo local em incentivar a carcinicultura. Ainda, indica a atividade como especulada por investidores, reconhecendo que o conflito para o uso múltiplo da água dos canais e lagoas, exigências ambientais e falta de corpo técnico municipal são os aspectos negativos para a atividade. Os principais pontos positivos indicados pelos entrevistados foram o acesso fácil à água e ampla área de cultivo. No entanto, apesar de improdutiva para a agricultura e pecuária existe um conflito com o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. Não foi possível contato com o órgão ambiental (INEA), responsável pelo licenciamento da carcinicultura. Os resultados sugerem que os principais entraves na carcinicultura são o cumprimento da legislação ambiental, condições de financiamento e conflito pelo uso o da água na região. Faz-se necessário a implantação de políticas públicas que esclareçam, inovem e facilitem a legalização ambiental, tornando o licenciamento menos burocrático e moroso. Planos locais e regionais cooperativos entre os diferentes atores, como a capacitação de novos produtores e discussão sobre a situação da carcinicultura visando um consenso entre os diferentes atores podem facilitar o desenvolvimento da atividade. Tais medidas potencializariam a região norte fluminense como um importante polo de produção e comercialização de camarões e pós-larvas.
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