
A escola é a única instituição que é imposta a todos e que por mais tempo mantém contato sistemático com a criança e o jovem. É, pois, nela que deverão ser criadas as condições que possibilitem à criança e ao jovem desenvolver-se em seus diferentes aspectos (MASINI, E. F. S., 2016). O Programa Saúde na Escola (PSE) é uma ferramenta política social do governo, instituída pelo Decreto n° 6.286, de 5 de dezembro de 2007, que visa interligar e integrar Escola e Saúde, com a finalidade de melhorar a qualidade de vida da população. O PSE, uniu Escola e Saúde, com o objetivo de contribuir para aumentar a rede de assistência de determinada comunidade, de forma que ações de prevenção e promoção de saúde atuem de forma direta para a diminuição dos índices de vulnerabilidade dos beneficiários, que normalmente são: estudantes da rede pública de educação básica, da educação de jovens adultos (EJA), a comunidade escolar, gestores, professores e profissionais de educação, cidadãos, crianças e adolescentes residentes dessas comunidades atendidas. O programa possuí 13 objetivos principais, os quais estão refletidos forma de serviços ofertados, são eles: a imunização e verificação vacinal, avaliações clínicas, nutricionais, oftalmológicas, odontológicas, fonoaudiológicas e psicossocial. Outros pontos desenvolvidos nas ações são voltados para a prevenção e promoção de saúde, entre eles as palestras educativas sobre: alimentação saudável e prevenção a obesidade, higiene corporal e bucal, a importância do controle de doenças negligenciadas, alertar para os diversos tipos de violência, abuso de álcool e outras drogas e a saúde sexual e reprodutiva com o foco na prevenção e combate as doenças sexualmente transmissíveis (DST). As ações do PSE são desenvolvidas em escolas, e anexos, nas áreas do um município pactuado e vinculadas a alguma Estratégia Saúde da Família (ESF), ou seja, a ESF de determinada região em conjunto com a escola, previamente escolhida, irão planejar e organizar a ação coletiva seja ela dentro da escola, em centros de saúde, ginásios ou praças. Essa política intersetorial possibilita tornar a prevenção e promoção da saúde um evento de conhecimento contínuo de aprendizado e mudança social. A grande maioria das escolas públicas de regiões afastadas e com poucos recursos tecnológicos, o saber ainda está fortemente focado no teor científico das disciplinas, onde o aluno ainda não assume a posição de protagonista do seu próprio saber. A integração da escola com a comunidade deve possuir um ambiente facilitador, onde os alunos e familiares consigam expressar suas crenças e valores e o professor atue de forma parceira, conjunta e integrativa. Deste modo, as metodologias ativas exercem um papel fundamental, como instrumento facilitador e indutor da transmissão do conhecimento para o público-alvo, diminuindo a complexidade e a distância entre profissionais de saúde e comunidade atendida em relação aos temas abordados pelo programa, além de propiciar o desenvolvimento de ações prático-cognitivo de situações reais do cotidiano das crianças e da comunidade.
| selected citations These citations are derived from selected sources. This is an alternative to the "Influence" indicator, which also reflects the overall/total impact of an article in the research community at large, based on the underlying citation network (diachronically). | 0 | |
| popularity This indicator reflects the "current" impact/attention (the "hype") of an article in the research community at large, based on the underlying citation network. | Average | |
| influence This indicator reflects the overall/total impact of an article in the research community at large, based on the underlying citation network (diachronically). | Average | |
| impulse This indicator reflects the initial momentum of an article directly after its publication, based on the underlying citation network. | Average |
