
O presente artigo tem o intuito de analisar os discursos psiquiátricos e as experiências de crianças e adolescentes internados no Hospital de Alienados do Recife, entre as décadas de 1920 e 1930, que foram enquadradas no diagnóstico: “episódio delirante dos degenerados”. O conceito de “degeneração” surgiu no campo psiquiátrico a partir da publicação do Tratié des Maladies Mentales (1857), do psiquiatra franco-austríaco Bénédict Augustin Morel. A “degeneração” seria uma espécie de desvio patológico do “tipo normal” da humanidade, e estaria, para o autor, na base de toda alienação. Centrada no organismo, a degeneração poderia ser fruto de diversas causas sociais e biológicas: miscigenação, uso de tóxicos, religiosidade, sexualidade etc. A partir de então, a psiquiatria clássica, inspirada nos alienistas franceses, seria ampliada para novos domínios e áreas de atuação. Assim, a psiquiatra atuaria não somente no corpo, dentro da instituição médica, mas também na sociedade, através da prevenção, da normatização e da regulamentação de comportamentos.
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