
doi: 10.51189/rema/1706
Introdução: A criação de animais silvestres no Brasil não é recente, e a manutenção desses em cativeiro pode levá-los ao adoecimento e a perda de biodiversidade, devido a retirada destes indivíduos do seu habitat. Sendo assim, foi realizado um projeto de educação ambiental no Ambulatório de Animais Silvestres e Exóticos (AASE) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), durante um ano. Objetivos: Conscientizar a comunidade sobre a importância da conservação da fauna silvestre e informar sobre o manejo de espécies silvestres e exóticas, com enfoque na prevenção de doenças. Material e métodos: Houve um diálogo com os usuários sobre as diferenças entre animais domésticos, silvestres e exóticos, suas necessidades de alimentação, ambiente e atendimento médico veterinário. Foi exposto que manter espécimes advindos do comércio ilegal é crime, e as consequências do tráfico de animais silvestres: maus tratos aos animais, perda da biodiversidade e riscos à saúde pública. Pontuou-se que espécimes silvestres não devem ser soltos por conta própria, pois podem ser agredidos por indivíduos que vivem em grupos, ou podem ter perdido a capacidade de se alimentar ou se defender. Já as espécies exóticas competem por local e alimento com as nativas. Portanto, orientou-se que caso o usuário mantenha em posse um animal ilegal, mas o mesmo vive em condições adequadas de sanidade e bem-estar, evite adquirir outro. Porém, se o mesmo não está vivendo em boas condições deve ser entregue ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), que tem função de receber animais silvestres resgatados, apreendidos e os mantidos irregularmente como animais de estimação, além de realizar soltura e destinação de forma adequada. Salientou-se que o mesmo não sofrerá qualquer tipo de penalidade ao entregá-lo espontaneamente. Resultados: O projeto aprofundou a relação com os cuidadores dos animais atendidos e contribuiu para uma maior consciência da comunidade em relação à preservação da biodiversidade, do respeito à fauna silvestre e exótica, melhorando qualitativamente o serviço prestado. Conclusão: A educação ambiental promove autonomia aos usuários ao aproximá-los do conteúdo sobre prevenção de doenças e preservação do meio ambiente, contribuindo para a manutenção da qualidade de vida dos animais e dos seres humanos.
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