
doi: 10.51161/csmc/29
INTRODUÇÃO: Pacientes com insuficiência cardíaca (IC) avançada, refratária às intervenções clínicas e cirúrgicas são comumente submetidos a transplante cardíaco, visando a melhoria da funcionalidade do enxerto. Dessa forma, para diminuir os episódios de rejeição, a estratégia adotada é a terapia imunossupressora. Dentre esses fármacos, terá os inibidores de calcineurina, glicocorticoides e inibidores da síntese de nucleotídeos, utilizados em monoterapia ou associados a outros medicamentos. No entanto, a utilização desses fármacos está inerente a efeitos adversos, tais como: infecção, malignidade e toxicidade medicamentosa. OBJETIVO: Analisar efeitos adversos secundários à terapia imunossupressora após transplante cardíaco. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão de literatura, a pesquisa foi realizada em bases de dados, como scielo e clinical trials. Incluiu-se artigos originais publicados a partir de 2017, sem restrição de idioma. Os descritores utilizados foram: “HEART TRANSPLANT” AND “IMMUNOSUPRESSANT OR TREATMENT”. Obteve-se 41 artigos, dos quais 8 foram incluídos, sendo 3 da Scielo e 5 da Clinical trials. RESULTADOS: A literatura reporta que a terapia de primeira escolha é a associação entre ciclosporina (CsA) e micofenolato (mmf), seguida da associação entre ciclosporina e azatioprina. Além disso, o inibidor de calcineurina menos usado foi o tacrolimo (TAC). Entretanto, estudos apontam que pacientes recebendo tratamento à base de CsA apresentaram risco de 4,26% de desenvolverem carcinoma basal celular. Enquanto, pacientes com terapia a base de everolimus o risco foi de 2,08%. Um estudo realizado buscando analisar a segurança do TAC, fez uma comparação entre TAC E CsA, verificou que a porcentagem de rejeição, após 10 dias de transplante, foi maior em pacientes utilizando a terapia padrão com TAC. No entanto, no mesmo estudo, notou-se que o surgimento de quadros hipertensivos e o desenvolvimento de edema devido à doença cardíaca foi maior em pacientes que utilizaram CsA. Nesta revisão, há trabalhos que demonstram efeitos adversos graves no uso do TAC, como anemia, trombose venosa profunda e dispneia. CONCLUSÃO: A utilização de imunossupressores é importante para evitar a rejeição do enxerto e aumentar a sobrevida do indivíduo. Dessa maneira, mediante as reações adversas potenciais, é relevante o desenvolvimento de estudos, visando contribuir com a utilização desses medicamentos de maneira segura.
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