
Introdução: O vírus da cinomose pertence à família Paramyxoviridae e ao gênero Morbilivírus, é uma doença de distribuição enzoótica, acometendo principalmente cães jovens e não possuindo predisposição de sexo ou raça. A vacinação incorreta e a diminuição dos anticorpos recebidos da mãe entre 60 e 90 dias de vida de filhotes são fatores que contribuem diretamente para a ocorrência da doença, manifestando sinais clínicos como febre, diarréia, vômito, perda de peso, secreção oculonasal, tosse, distúrbios neurológicos, podendo chegar até a perda de visão. No que diz respeito ao diagnóstico, é baseado nos sinais clínicos, associados a exames como hemograma, bioquímico e PCR, já em relação ao tratamento, não há um antiviral específico para cura dessa enfermidade, sendo indicados antibióticos de amplo aspectro para o controle de infecções secundárias, associado ao tratamento sintomático. Objetivo: O objetivo do relato é evidenciar a presença do vírus em um cão e as consequências. Relato de caso: Foi atendido no dia 16/08 no Hospital Veterinário da Universidade Federal Rural da Amazônia um cão, fêmea, SRD, 4 anos, não vacinada, apresentando tosse, convulsões, secreção nasal e ocular e temperatura 38º, foi relatado pela tutora que em outra clínica, no dia 20/07 o animal foi diagnosticado com dirofilaria por meio da sintomatologia clínica, sem confirmação laboratorial, onde foi receitado o uso de 1 comprido de ivermectina durante 1 ano, desconfiada da prescrição a tutora encaminhou no dia seguinte para outro médico no qual foi receitado ½ comprimido de ivermectina de 7 em 7 dias, após o uso desse segundo protocolo por uma semana o animal manifestou episódios frequentes de convulsão. Sabendo desse histórico, após a anamnese e exame físico, foi suspendido o uso da ivermectina e solicitados hemograma, bioquímico e PCR para cinomose. Resultados: Os resultados evidenciaram anemia normocítica normocrômica e linfopenia, bioquímico sem alterações e PCR positivo, mediante a isso foram receitados os medicamentos Ribavirina, Gaviz, Organoneurocerebral, Ferrofood, vitamina C e Complexo B, após o tratamento o animal não apresentou mais secreções, convulsões, vômito, porém apresentava perda da visão. Conclusão: Diante disso, é valido ressaltar a importância do protocolo vacinal e de exames laboratoriais que confirme o diagnóstico, garantindo a saúde animal.
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