
doi: 10.51161/conbrapah/6
Introdução: A Neurocisticercose (NC) é causada pela infecção do cérebro por metacestódeos da Taenia solium. Os sintomas encontrados geralmente são: dor de cabeça, convulsões, confusão mental e coma. Entretanto, os sinais e sintomas variam de acordo com o tamanho do cisto, localização, número e grau de inflamação. A Neurocisticercose subaracnoide (NCS) é causada por uma forma proliferativa anatomicamente anormal de cisto da T. solium. Em comparação com cistos estruturados normais, que têm a estrutura anatômica típica de metacestódeos com o escólex invaginado em sua bexiga. Os cistos relacionados à NCS têm elementos estruturais desorganizados, geralmente sem um escólex, e com frequência com múltiplas vesículas contendo fluido, dando o aspecto característico de cistos racemosos. Estes se degeneramno espaço subaracnóideo e progridem para uma aracnoidite, podendo enfim evoluir paracomplicações graves e frequentemente fatais como a compressão de nervos, lesão cerebral focal e infartos. Objetivo: Revisar os tratamentos disponíveis para a neurocisticercose subaracnoide. Material e métodos: Foi realizada uma revisão bibliográfica na base de dados BVS (Biblioteca Virtual em Saúde) e PUBMED com os descritores "Subarachnoid Neurocysticercosis" e "Treatment”, com e sem o operador AND. Os critérios de inclusão foram (1) textos completos condizentes com o tema e objetivos do trabalho; (2) em inglês, espanhol e português; (3) publicados nos últimos 5 anos. Foram encontrados 12 estudos, após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram mantidos e analisados 8 estudos. Resultados: Os artigos revisados enfatizam que o tratamento deve ser individualizado, e ter como base o número, localização dos cisticercos e resposta inflamatória do hospedeiro. São utilizadas drogas antiparasitárias como o albendazol e praziquantel, que fornecem um benefício clínico significativo na doença parenquimatosa. A doença subaracnoide parece requerer terapia mais prolongada e intensiva. Alguns investigadores usam um curso curto de 8-10 dias de alta dose de albendazol e dexametasona ou 15 dias de praziquantel. No entanto, esse regime falha com frequência, exigindo retratamento. Conclusão: As abordagens terapêuticas para NCS variam porque a fisiopatologia da doença ainda não foi compreendida totalmente e não existem ensaios randomizados rigorosos para orientar a terapia. Sendo necessários mais estudos para um tratamento mais eficiente.
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