
doi: 10.51161/conbesp/70
Introdução: O agente causador da Doença de Chagas ou Tripanossomíase Americana é o Trypanosoma cruzi. Em 2006 o Brasil foi capaz de controlar a transmissão vetorial do Triatoma infestans, considerada a principal forma de contaminação da doença. Porém, devido a mudança do padrão epidemiológico, aumento da transmissão oral e colonização de outras espécies de triatomíneos, a doença persistiu e é considerada endêmica em regiões do Norte e Nordeste do Brasil. A prevenção da doença de Chagas relaciona-se diretamente à forma de transmissão, o que justifica a relevância desse estudo. Objetivo: Identificar formas de transmissão e sintomas desta moléstia. Material e métodos: Utilizou-se como método o levantamento bibliográfico nas Plataformas SciELO e Google Acadêmico e como material quinze artigos científicos referentes ao período de 2018 a 2021 que embasam o tema “Doença de Chagas”. Resultados: As formas de transmissão apresentam diferentes períodos de incubação podendo ser: pela mulher chagásica para o feto durante a gravidez ou parto ou por leite materno; por transfusão de sangue ou transplante de órgãos (de 30 a 40 dias); pelo contato de mucosas com material contaminado em laboratório (20 dias); pela ingestão de alimento contaminado (de 3 a 22 dias) e pelo contato direto com as fezes de triatomíneo infectado após a picada (de 4 a 15 dias). A fase aguda pode ser sintomática (causando febre, fastio, fraqueza, edemas no rosto e pernas, manchas avermelhadas na pele, adenomegalia, hepatomegalia, esplenomegalia, manifestações hemorrágicas, aumento do coração) ou não. Pacientes não tratados na fase aguda desenvolvem a fase crônica, que inicialmente pode não apresentar sintomas por longo período ou avançar de forma ativa manifestando complicações cardíacas (como insuficiência cardíaca, cardiomiopatia dilatada associada à miocardite, fibrose e disfunção cardíaca), digestivas (como alterações motoras no trato digestivo superior, megacolon e megaesôfago) ou neurológica (como alterações de psicomotricidade, distúrbios de atenção e do sono, déficit mnemônico, depressão e diplegia cerebral espástica). Conclusão: Os mecanismos de transmissão são transfusional/transplante, vertical/congênita, acidental, oral e vetorial. Após o contágio, o paciente desenvolve a fase aguda, e caso não receba tratamento, manifesta a fase crônica, podendo apresentar complicações cardíacas, digestivas, cardiodigestivas e neurológicas.
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