
doi: 10.5007/27309
Giorgio Agamben em pequenos artigos, entrevistas e baixo-assinados tem chamado a atenção para o estado de abandono do povo palestino, mas curiosamente esse assunto não é tratado em suas obras mais importantes. Em Homo sacer, por exemplo, ele retoma o termo “muçulmano”, comumente empregado pelos prisioneiros dos campos de concentração como a expressão do maior abandono possível da existência humana, mas não reflete suficientemente sobre a origem dessa palavra, isto é, de que nessa expressão já se encontrava o ódio e o desprezo do sionismo, não só entre os próprios prisioneiros, mas pelo povo palestino e pelos árabes em geral. A seguir comentaremos brevemente algumas obras desse autor que, dando continuidade à ideologia da vitimação, faz com que, mais uma vez, o passado inominável acabe encobrindo o presente abominável.
Ethics, Philosophy. Psychology. Religion, B, B1-5802, Philosophy (General), BJ1-1725
Ethics, Philosophy. Psychology. Religion, B, B1-5802, Philosophy (General), BJ1-1725
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