
O estereótipo criado sobre a velhice, referente à capacidade e à competência para o trabalho, fez com que fosse taxada como uma fase disfuncional da vida, sendo expressa, por muito tempo, como uma espécie de peso para o desenvolvimento socioeconômico do país. A sociedade sempre se preocupou com a participação dos indivíduos em atividades produtivas, porém não se reorganizou nem se preparou para o envelhecimento populacional. A medicina, por exemplo, concentrou-se, por décadas, no tratamento das doenças em detrimento da prevenção, sem a preocupação devida com a qualidade de vida dos idosos. O perfil deles, no entanto, transformou-se, de forma a quebrar o paradigma criado com o aumento da expectativa de vida e o consequente crescimento da população (cerca de 45,4% só na região do Médio Paraíba, de acordo com os censos de 2000 e 2010) que provocam mudanças nas razões de dependência dela, sendo a estimativa de 66 dependentes para cada 100 pessoas potencialmente produtivas até 2060, segundo o IBGE. A terceira idade passou, então, a participar ativamente da nova organização social, sendo cerca de 1.290.818 idosos como os únicos responsáveis por domicílio, segundo o censo de 2010. Nesse contexto, pode-se observar também, a preferência dos idosos em morar sozinhos, acarretando novas implicações ao Estado, uma vez que cabe a ele garantir seus direitos. Assim, à medida que o país envelhece, faz-se necessário um planejamento dos recursos destinados à garantia dos direitos dos idosos, uma vez que esse fenômeno provoca rearranjo dos recursos destinados a alguns setores, como a saúde pública e a previdência social. A partir dessa constatação, a pesquisa, ainda em andamento, visa quantificar e evidenciar a participação dessa classe na responsabilidade financeira e educacional dos seus lares e no suporte à rotina de trabalho dos filhos. Esta pesquisa objetiva, também, por meio da análise, ratificar as mudanças fundamentais na classe médica, com a criação de políticas de saúde que propõem melhorias na comunicação médicopaciente, na estrutura destinada a eles e na prestação de serviços, indispensáveis ao desenvolvimento da saúde pública do país. Para isso, utilizaremos dados do IBGE e indicadores da ONU, assim como referencias do Estatuto do Idoso.
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